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Maricá
    terça-feira, março 24, 2026
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    Maricá realiza seletiva para equipe sub-15 de futebol do projeto Maricá Esporte Competições

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    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Esportes, deu início a uma nova etapa de captação de talentos para o projeto Maricá Esporte Competições, que tem revelado jovens promessas do esporte local.

    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Esportes, deu início a uma nova etapa de captação de talentos para o projeto Maricá Esporte Competições, que tem revelado jovens promessas do esporte local. Durante as próximas três semanas, 75 atletas nascidos em 2011 participarão da seletiva para compor a equipe sub-15 de futebol, com treinos e avaliações realizadas às terças, quartas e quintas-feiras, em três campos da cidade: Centro Esportivo Caxito, Itapeba Atlético Clube e Dínamo.

    As avaliações seguem um cronograma técnico que, ao final de cada semana, prevê cortes e novas etapas de observação. Os atletas aprovados na última fase integrarão a equipe oficial do projeto em 2026, sendo federados para disputar o Campeonato Carioca e a Copa Rio, competições de base reconhecidas por revelar jovens talentos no cenário estadual.

    Criado em 2019, o Maricá Esporte Competições é uma iniciativa da Prefeitura voltada à formação esportiva e social de jovens atletas. O programa aproveita potenciais talentos vindos dos projetos socioesportivos do município e atua atualmente em quatro modalidades: futebol, futsal, ginástica rítmica e vôlei de praia, promovendo oportunidades de desenvolvimento técnico e humano.

    Futebol em alta

    O momento é especialmente promissor para o esporte maricaense. O Maricá FC tem se destacado no cenário nacional com a boa campanha no Campeonato Carioca 2025 e participação na Série D do Campeonato Brasileiro. Além disso, a equipe sub-20 conquistou de forma inédita a classificação para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, a maior vitrine do futebol de base do país.

    Maricá lança aplicativo para divulgação e contratação de cantores e bandas da cidade

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    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, promoveu nesta terça-feira (11/11), no Centro, o lançamento do aplicativo “Pratas da Casa”.

    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, promoveu nesta terça-feira (11/11), no Centro, o lançamento do aplicativo “Pratas da Casa”. A plataforma será voltada para a divulgação e contratação dos artistas do município, destacando os estilos musicais de cada um e informando os locais onde irão se apresentar.

    O aplicativo tem como objetivo ampliar a visibilidade dos cantores e bandas da cidade, valorizar o trabalho local, facilitar o acesso às agendas de shows e fomentar a cultura maricaense. Centenas de cantores, bandas e convidados participaram da cerimônia de lançamento.

    O secretário de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, José Alexandre Almeida, destacou os benefícios da plataforma para a carreira dos artistas locais.

    “Este aplicativo vai aumentar a visibilidade e o alcance desses artistas. Eles produzem um trabalho belíssimo no município, que precisa ser visto e reconhecido também fora de Maricá. Será um benefício tanto para eles quanto para o público que os acompanha”, ressaltou.

    A solenidade contou ainda com a presença do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), Celso Pansera; do presidente da Maricá, Arte, Roteiro e Experiências (Maré), Antônio Grassi; da vereadora Adriana Costa; e da deputada federal Zeidan.

    Tecnologia gratuita e acessível

    A plataforma estará disponível gratuitamente em breve nas lojas de aplicativos para celulares. Na ferramenta, será possível escolher artistas por gênero musical, conhecer suas trajetórias e contratá-los para apresentações.

    A cantora Jô Borges, uma das “pratas da casa”, participou da solenidade e enfatizou os benefícios do aplicativo em sua carreira.

    “Maricá tem diversos artistas com anos de carreira que não ganham visibilidade fora do município. O lançamento desta plataforma é uma forma de valorizar do nosso trabalho. Ela vai impulsionar nossas carreiras e promover nosso trabalho para quem ainda não nos conhece”, afirmou.

    Já a artista Roberta Tilio disse que espera ampliar suas apresentações musicais com o lançamento do aplicativo.

    “É uma ferramenta que veio para agregar às nossas carreiras. É uma conquista para os músicos de Maricá”, finalizou.

    Polícia apreende 63 frascos de lança-perfume em Inoã

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    Uma operação da Polícia Militar (PM) apreendeu 63 frascos de lança-perfume durante uma abordagem na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), na altura de Inoã.

    Uma operação da Polícia Militar (PM) apreendeu 63 frascos de lança-perfume durante uma abordagem na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), na altura de Inoã. O homem que estava em uma motocicleta transportando a droga foi detido.

    Durante a abordagem e após a descoberta da substância, o suspeito confessou que estava levando o material para a Comunidade da Linha, em São José do Imbassaí (Maricá). Além da droga e do detido, a motocicleta Honda CG 125, que estava com a documentação irregular, também foi apreendida.

    O homem foi levado para a Delegacia de Maricá (82ª DP) e, em seguida, encaminhado para a Central de Flagrantes de Niterói (76ª DP).

    Maricá disponibiliza medicamentos para doenças crônicas e raras

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    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, disponibiliza gratuitamente medicamentos de alto custo e complexidade no polo do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), localizado em São José do Imbassaí, ao lado do Detran.

    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, disponibiliza gratuitamente medicamentos de alto custo e complexidade no polo do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), localizado em São José do Imbassaí, ao lado do Detran. O espaço direciona fármacos específicos a pacientes com doenças crônicas e raras, garantindo acesso a tratamentos de forma prática, segura e sem que o morador precise sair do município. O atendimento ocorre de segunda a quinta-feira, das 8h às 16h, com agendamento prévio por mensagens no WhatsApp (21) 99965-1166.

    O CEAF é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) que assegura a distribuição de medicamentos essenciais ao tratamento de enfermidades graves, seguindo protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde.

    O financiamento é compartilhado entre a Secretaria de Estado de Saúde e o Governo Federal, o que reforça o compromisso de integração entre as esferas de gestão para garantir o cuidado integral à população.

    A Farmácia do CEAF de Maricá entrega medicamentos gratuitamente, mediante cadastro e apresentação da documentação necessária para cada caso, disponível no site oficial da Secretaria de Estado de Saúde: https://bit.ly/documentos-CEAF . A lista de medicamentos disponibilizados pelo CEAF pode ser consultada no https://bit.ly/medicamentos-CEAF .

    Para o secretário de Saúde, Marcelo Velho, o serviço reforça o compromisso da gestão com o cuidado integral e a equidade no acesso à saúde.

    “Garantir que cada paciente tenha acesso ao seu medicamento é uma questão de dignidade e de justiça social. A chegada do polo do CEAF a Maricá é mais uma ação que demonstra o empenho da gestão municipal, integrada a outros entes, em fortalecer o SUS, ampliando o alcance dos tratamentos e cuidando de quem mais precisa”, destacou.

    A coordenadora de Assistência Farmacêutica de Maricá, Danielle dos Santos Victorino Guedes, pontuou a importância do CEAF para os moradores.

    “A Farmácia do CEAF representa um grande avanço na assistência farmacêutica do município. Além de facilitar o acesso aos medicamentos de alto custo, oferecemos um atendimento humanizado e de qualidade, próximo da população. Isso elimina a necessidade de deslocamentos longos e evita que o tratamento não seja interrompido”, acrescentou.

    Niterói inaugura novas instalações do Centro de Formação Darcy Ribeiro, no Barreto

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    A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Educação, inaugurou, nesta terça-feira (11), novas áreas e instalações no complexo que une o Centro de Formação Darcy Ribeiro e o Centro de Treinamento Niterói Joga em Rede, no Barreto.

    A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Educação, inaugurou, nesta terça-feira (11), novas áreas e instalações no complexo que une o Centro de Formação Darcy Ribeiro e o Centro de Treinamento Niterói Joga em Rede, no Barreto. A ampliação mostra o avanço dos investimentos na formação de educadores e no desenvolvimento esportivo dos estudantes da rede municipal.

    As melhorias incluem espaços dedicados à tecnologia, inovação, linguagens e esporte, além de uma academia de alta performance voltada à formação de atletas. O objetivo é ampliar as oportunidades de aprendizagem, formação e práticas esportivas para os mais de 30 mil alunos da rede municipal e para os profissionais de educação.

    “Tomar a decisão de fazer esse investimento é compreender que esse investimento não é gasto O investimento em educação é um investimento na juventude e no futuro de Niterói. É um investimento expressivo, grande, mas que vai ter um retorno extraordinário. Quero cumprimentar essa equipe extraordinária da educação. A gente vai colher esse resultado. Tem que ter gestão escolar, tem que ter meta. A meta é melhorar a qualidade e garantir que essas crianças tenham um bom processo de ensino e aprendizagem”, destacou o prefeito Rodrigo Neves, que visitou os novos espaços educacionais e esportivos e conversou com estudantes da rede municipal.

    As novas instalações incluem uma arena multiuso, preparada para modalidades como judô e wrestling, o que amplia o leque de práticas esportivas oferecidas e fortalece a integração entre as escolas e a comunidade. Com foco na formação de atletas, os estudantes serão acompanhados por uma equipe de nutricionistas e preparadores físicos.

    Também foram inaugurados o Clube de Linguagens, voltado ao desenvolvimento de ciências, português e matemática; o Clube de Inovação, com realidade virtual, programação, games, fotografia e oficinas de inteligência artificial; e o Clube Maker, focado em robótica educacional, cultura maker e altas habilidades.

    Outra novidade é o moderno estúdio para gravação de podcasts e vídeo-aulas, ampliando a produção de conteúdos pedagógicos e incentivando o protagonismo dos estudantes.

    Segundo o secretário municipal de Educação, Bira Marques, essa expansão reforça a visão de uma rede pública conectada aos desafios contemporâneos.

    “Quero agradecer também a todos os profissionais da educação de Niterói. Temos muito trabalho conjunto a ser feito. O Centro de Formação Darcy Ribeiro é o coração da política de formação permanente da nossa rede. Com o centro, estamos pensando a educação de Niterói de maneira integral. Este espaço tem duas vocações: a formação para professores e estudantes, e o esporte. Neste ciclo de educação em Niterói, um dos desafios é o letramento digital. Temos aqui um equipamento de alta performance. Temos uma educação integral que aponta para o futuro com o desenvolvimento de novas tecnologias. Temos feito este trabalho junto com os nossos profissionais”, afirmou o secretário de Educação.

    Inaugurado em 2024, o Centro de Formação Darcy Ribeiro já é referência na qualificação continuada dos educadores de Niterói. O espaço oferece práticas de ateliês, cursos, oficinas, seminários, jornadas pedagógicas e grupos de estudo que estimulam a troca de experiências e a atualização profissional.

    Com dois auditórios, biblioteca exclusiva para servidores, ateliês de linguagens e cozinha experimental, o Centro de Formação promove formações inovadoras, incluindo as do programa de alfabetização P.A.L.A.V.R.A., em parceria com a UFF. O local também recebe, semanalmente, o Fórum de Diretores das unidades municipais, fortalecendo a gestão e a integração da rede.

    “Este espaço é o resultado de um processo de muita escuta e de muita reflexão, que se traduziu no trabalho de muitas mãos que tornaram isso possível para as nossas crianças. Um espaço como esse, mais do que tudo, é um espaço que gera oportunidades. Oportunidades para quem tem habilidade no esporte, na tecnologia, nas linguagens e múltiplas competências. A cidade de Niterói é um exemplo de políticas sociais. Temos uma rede de proteção para os nossos cidadãos e cidadãs. A educação também faz parte desta rede de proteção social”, disse Andrea Bello, presidente da Fundação Municipal de Educação (FME).

    O Centro de Treinamento Niterói Joga em Rede consolidou-se como um polo de esporte educacional e descoberta de talentos. O CT possui uma quadra oficial para futsal, futebol, handebol, basquete e arquibancada para cerca de 2 mil pessoas.

    Além de treinos e competições, o espaço integra o programa Niterói Joga em Rede, que já alcança milhares de estudantes com atividades que vão da educação física nas escolas à preparação esportiva de alto rendimento.

    Mais um vazamento de óleo impacta a Baía de Guanabara

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    Um novo vazamento de óleo foi registrado na Baía de Guanabara no último domingo, 9 de novembro.

    Um novo vazamento de óleo foi registrado na Baía de Guanabara no último domingo, 9 de novembro. O incidente atingiu principalmente o Entreposto Pesqueiro do Gradim, em São Gonçalo. O crime ambiental foi avistado e denunciado por Sérgio Ricardo, fundador do Instituto Baía Viva.

    Essa não é a primeira vez que o local sofre com vazamentos de óleo, e os efeitos já começam a ser percebidos. Os impactos estão gerando insegurança alimentar e perda de renda para os pescadores da região.

    O Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) informou que já realizou vistoria junto à Capitania dos Portos e, em breve, irá apurar as denúncias.

    O derramamento de óleo é considerado crime ambiental, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/1998.

    Exposição mostra relação da escravidão com o momento presente

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    O Museu Histórico Nacional, em reforma desde dezembro do ano passado, reabre em parte na próxima quinta-feira (13) com a exposição Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo.

    O Museu Histórico Nacional, em reforma desde dezembro do ano passado, reabre em parte na próxima quinta-feira (13) com a exposição Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo. A curadoria é compartilhada com museus dos Estados Unidos, África do Sul, Senegal, Inglaterra e Bélgica.

    “Todo mundo participou da concepção e da circulação dos objetos que estarão expostos”, explicou à Agência Brasil a historiadora e curadora brasileira da exposição, professora Keila Grinberg.

    “É uma exposição sobre escravidão atlântica, global. Ela mostra primeiro como a escravidão é um fenômeno global e como ela envolveu todos os países do mundo Atlântico nos séculos 15 a 19, mas também mostra que a escravidão está muito ligada no momento presente. Daí o nome Para além da escravidão, pensando as conexões com o presente”, destacou Keila.

    A exposição é gratuita e ficará aberta à visitação até o dia 1º de março de 2026.

    Como a mostra não se prende só ao passado, mas repercute também no presente, uma das coisas que o público vai aprender é que as consequências da escravidão existem em vários lugares ao mesmo tempo, segundo a curadora.

    Keila ressalta que houve resistência à escravidão e ao colonialismo em vários países. “E essas formas de resistência têm conexão umas com as outras”.

    De acordo com a curadora, o subtítulo “construindo a liberdade negra no mundo” deixa isso bem claro ao reunir peças religiosas, peças de música, como um atabaque do Haiti, por exemplo.

    A exposição destaca também as questões contemporâneas. “Por exemplo, tem uma parte, no final, que tem discussão sobre reparação, sobre justiça ambiental e efeitos raciais. Tem uma parte que fala de violência policial, e por aí vai”.

    A conclusão, analisou a historiadora, é que a escravidão, como existiu no passado, não existe mais. Mas as consequências, na forma do racismo, principalmente, continuam existindo.

    “Eu acho que o grande lance é perceber as estruturas e, também, a luta contra elas. A ideia da exposição, apesar dela ser dura, é que a pessoa sai de lá empoderada com as possibilidades que as várias formas das experiências humanas contra o racismo trazem, embora não se possa falar de esperança no Rio de Janeiro, hoje em dia”.

    A ideia, de acordo com a curadora, é mostrar o alcance dos problemas e a possibilidade de mudanças.

    A estreia global da mostra ocorreu em dezembro de 2024, no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, em Washington, nos Estados Unidos.

    A mostra reúne cerca de 100 objetos, 250 imagens e dez filmes, divididos em seis seções. Do Museu Histórico Nacional, a mostra seguirá para a Cidade do Cabo, na África do Sul; Dakar, no Senegal; e para Liverpool, na Inglaterra.

    Atividades paralelas

    Em parceria, o museu e o Arquivo Nacional promoverão o seminário internacional Para além da escravidão: memória, justiça e reparação, nos dias 13 e 14, na sede do Arquivo Nacional, na Praça da República, região central do Rio de Janeiro.

    Com curadoria também de Keila Grinberg, o Arquivo Nacional abrigará a exposição Senhora Liberdade: mulheres desafiam a escravidão, exibindo documentos do acervo da instituição que revelam histórias de dez mulheres escravizadas que entraram na Justiça contra os seus senhores, no século 19.

    “Nem todas ganharam a liberdade, mas todas tentaram. Isso é muito importante porque são histórias pouco conhecidas, de mulheres que desafiaram os senhores, a Justiça e foram atrás”.

    O público poderá visitar essa exposição de segunda a sexta-feira até o dia 30 de abril do próximo ano. A entrada é gratuita.

    Além dessa exposição, o Instituto Pretos Novos vai hospedar uma parte do processo de pesquisa feito para a exposição que está no Museu Histórico Nacional. É um projeto de pesquisas feitas com as mesmas perguntas nos seis países participantes. Daí o nome Conversas inacabadas.

    “A ideia é exatamente essa que as conversas reverberam no presente. São várias entrevistas sobre como as pessoas veem o racismo, desde quando passaram a ter a ideia de consciência racial, por exemplo”.

    Essa exposição no Instituto Pretos Novos ficará aberta do dia 14 a 15 de dezembro.

    Simbolismo

    A professora Keila Grinberg considera muito simbólico que o Brasil seja o primeiro lugar de destino da exposição, após o museu inicial norte-americano, porque o país tem uma tradição de estudos muito forte nesse campo.

    “E isso mostra o respeito e a importância internacional que os estudos no Brasil têm. É muito importante porque é uma área em que o Brasil se destaca enormemente”, ressalta

    De todos os países que tiveram escravos africanos, o Brasil foi o que recebeu a maior quantidade. “Recebeu cerca de 45% dos africanos escravizados. Quase a metade do total veio só para o Brasil. Os Estados Unidos receberam 5%”, lembra Keila.

    “A escala e a centralidade da escravidão no Brasil são sem precedentes. Por isso, a gente não entende nada da história do Brasil se não entender a escravidão. Ela é elemento central para se entender a história do Brasil”, explica.

    No total, cerca de 12 milhões de pessoas, em 300 anos, foram sequestradas, vendidas e escravizadas. Na exposição, o público terá oportunidade de entender a dimensão do que ocorreu. Os escravos eram procedentes das regiões da África Central, da qual fazem parte o atual Congo e Angola; e da África Ocidental, que envolve Senegal, Benim e Nigéria.

    “Eu falo sempre para meus alunos: tem duas coisas que eles precisam entender para compreender a história do Brasil. Uma é que teve escravidão. Ninguém vai saber nada sobre o Brasil se não entender isso. Mas a outra, tão importante quanto, é que a escravidão acabou”.

    A curadora acredita que, assim, será possível fazer com que o racismo, que se acha tão arraigado no país, também acabará.

    Keila Grinberg é professora na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

    Crédito da imagem: © Jesus Carlos/Imagens

    Fonte: Agência Brasil

    Maricá promove capacitação em manipulação de alimentos para profissionais de quiosques, bares e restaurantes

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    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, está oferecendo novas turmas da atualização em Manipulação de Alimentos, promovida pela Vigilância em Saúde do município, através das equipes da Vigilância Sanitária.

    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, está oferecendo novas turmas da atualização em Manipulação de Alimentos, promovida pela Vigilância em Saúde do município, através das equipes da Vigilância Sanitária. As formações acontecem nos dias 11 e 18/11, das 9h às 12h, na sede da Secretaria de Turismo em Itaipuaçu e no dia 12/11, das 9h às 12h, no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) do bairro Mumbuca, com o objetivo de aprimorar as práticas dos profissionais que atuam diretamente na preparação e no manuseio de alimentos em quiosques, bares e restaurantes do município.

    A ação, de caráter educativo e preventivo, busca garantir a segurança alimentar e a qualidade dos produtos oferecidos à população, especialmente com a aproximação das festividades de fim de ano, sendo direcionada principalmente aos profissionais que atuarão na programação do Natal Brasilidade de Maricá. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link bit.ly/atualização-alimentos .

    Para o secretário de Saúde, Marcelo Velho, a capacitação é essencial para fortalecer a segurança dos produtos e alimentos durante as festividades de fim de ano no município.

    “A Vigilância Sanitária desempenha um papel essencial na prevenção de riscos à saúde. Por essa razão, a atualização em Manipulação de Alimentos contribui não apenas para o cumprimento das normas técnicas, mas também para o fortalecimento de uma cultura de segurança alimentar e de boas práticas entre os profissionais de Maricá”, destacou.

    A superintendente de Vigilância em Saúde, Daniella Bittencourt, ressaltou o caráter educativo da iniciativa, que tem se mostrado fundamental para ampliar o conhecimento técnico e o cuidado com os alimentos servidos à população.

    “Nosso objetivo é garantir que os manipuladores estejam atualizados quanto às normas sanitárias e adotem medidas que evitem contaminações e assegurem alimentos saudáveis e seguros. Essa troca de saberes é contínua e essencial para manter a qualidade e a confiança dos consumidores”, explicou.

    Já o coordenador de Vigilância Sanitária, William Lima, enfatizou a importância da formação especialmente neste período em que o município se prepara para grandes eventos.

    “Essa formação é essencial, impactando não só durante os eventos de fim de ano, mas incentivando que os comerciantes melhorem os serviços oferecidos à população de forma permanente. É uma maneira de garantir que todos sigam os protocolos corretos, desde o armazenamento até o preparo dos alimentos. É um investimento direto na segurança e na qualidade dos serviços oferecidos”, concluiu.

    Atuação preventiva e educativa da Vigilância Sanitária

    As equipes da Vigilância Sanitária, que integram a Vigilância em Saúde de Maricá, atuam diariamente na fiscalização e na orientação de estabelecimentos, assegurando que os produtos comercializados estejam em conformidade com os padrões sanitários e contribuindo para a proteção da saúde e do bem-estar da população. O trabalho envolve os quatro distritos da cidade, com ações de licenciamento, monitoramento e atividades educativas voltadas à prevenção de riscos.

    Em 2025, o órgão também modernizou a emissão de licenças sanitárias, que passaram a ser emitidas em formato digital, possibilitando mais controle, transparência e agilidade na liberação dos certificados, a partir da abertura do processo nos Serviços Integrados Municipal (SIM). Em caso de dúvidas ou orientações, é possível acionar a Vigilância Sanitária através de mensagens no WhatsApp 21 99898-3419 ou no e-mail: vigilanciasanitaria@marica.rj.gov.br.

    Agentes de trânsito de Maricá sofrem com atrasos nos pagamentos

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    A empresa Idesi Guarda, contratada pela Prefeitura de Maricá, tem deixado a desejar, segundo relatos de funcionários que atuam no trânsito do município

    A empresa Idesi Guarda, contratada pela Prefeitura de Maricá, tem deixado a desejar, segundo relatos de funcionários que atuam no trânsito do município. Diversos colaboradores afirmam estar com salários atrasados, embora o pagamento estivesse previsto para o quinto dia útil. Até o momento, no entanto, nenhum valor foi depositado.

    Em nota, a Idesi Guarda informou que o atraso ocorreu devido a uma instabilidade no sistema do Banco Bradesco e que a empresa está buscando uma solução para efetuar os pagamentos o mais breve possível.

    A Prefeitura de Maricá foi procurada, mas não se pronunciou sobre o caso.

    Até o fechamento desta matéria, não havia data definida para a regularização dos pagamentos.

    Tornados simultâneos no Sul surpreenderam meteorologistas

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    Nos últimos anos, o registro de fenômenos meteorológicos envolvendo ventos fortes, com grande potencial destrutivo, têm se tornado mais frequentes em diferentes partes do planeta. Ainda assim, segundo especialistas, os tornados ocorridos no Paraná e em Santa Catarina, na última sexta-feira (8), teve um caráter inédito no Brasil. O fenômeno sem precedentes coincide com a realização, em Belém, da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), evento que reúne lideranças políticas, ambientalistas, pesquisadores e representantes da sociedade civil organizada para discutir formas de tentar conter as mudanças climáticas .

    De acordo com órgãos estaduais, seis diferentes tornados se formaram a partir das mesmas condições atmosféricas, atingindo, quase que simultaneamente ao menos seis cidades: Rio Bonito do Iguaçu, Turvo e Guarapuava, no Paraná, e Dionísio Cerqueira, Xanxerê e Faxinal dos Guedes, em Santa Catarina.

    “Não é fato incomum termos tornados no sul do Brasil” explicou o meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Lizandro Jacóbsen à Agência Brasil.

    “Mas nestes 32 anos de existência do Simepar, este é o mais intenso [tornado já registrado no estado]. E não há registros de que vários eventos desta magnitude e abrangência tenham ocorrido em um mesmo dia, em um curto espaço de tempo”, acrescentou Jacóbsen.

    O meteorologista reconhece que a urbanização das cidades e o aperfeiçoamento tecnológico podem ter facilitado a identificação de fenômenos simultâneos.

    “Antes, qualquer tornado afetava muito mais zonas rurais, de forma que, muitas vezes, não havia registro ou danos. Hoje, com o adensamento urbano e a atual tecnologia, se ocorrer, nós vamos saber. Principalmente se houver estragos e estes forem registrados pela Defesa Civil”, concluiu Jacóbsen.

    Consultado pela reportagem, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acrescentou que a forte instabilidade atmosférica que originou os “prováveis tornados” que atingiram o Paraná e Santa Catarina antecedeu uma frente fria. E que esta foi potencializada por um ciclone extratropical que se formou no Rio Grande do Sul e avançou em direção ao oceano.

    “Sendo comprovada a ocorrência de múltiplos tornados independentes, pode ser um evento ímpar. Lembrando, no entanto, que por se tratar de um fenômeno de micro a mesoescala [cujo raio de ação varia entre algumas dezenas de metros e quilômetros de extensão], não há registros significativamente representativos sobre a ocorrência inequívoca destes fenômeno”, advertiu o instituto. De acordo com o Inmet, “somente estudos posteriores poderão esclarecer a ocorrência de múltiplos tornados”. “Muitas vezes, é necessária uma visita ao local, por especialista, para diferenciar os danos em relação a outros eventos que podem gerar danos similares”.

    Como se forma um tornado

    Em Rio Bonito do Iguaçu, cidade de cerca de 14 mil habitantes que fica a 400 quilômetros de Curitiba, o tornado de categoria F3 na escala Fujita provocou ventos estimados entre 300 km/h e 330 km/h, causando estragos em cerca de 90% da área urbana. Ao menos cinco pessoas morreram na cidade e 432 ficaram feridas devido às consequências dos fortes ventos. Um sexto óbito foi registrado em Guarapuava.

    A chamada Escala Fujita Aprimorada, ou Escala EF, é empregada por diversos países para avaliar a intensidade dos tornados com base na destruição causada e outras variáveis, como as velocidades que as rajadas de vento de ao menos três segundos de duração atingem – e que podem variar entre pouco mais de 100 km/h e 330 km/h.

    Os tornados têm a forma de um redemoinho de vento girando violentamente, com grande velocidade. Formados a partir de nuvens que podem estar a até 20 quilômetros acima da superfície da Terra, produzem uma espécie de coluna de ar ascendente capaz de sugar parte do que encontra em sua trajetória. Geralmente, os tornados duram pouco tempo – moradores de Rio Bonito cujos imóveis foram atingidos na última sexta-feira relataram que tudo não durou mais que poucos segundos -, mas têm grande poder destrutivo.

    Condições meteorológicas instáveis podem ocasionar outros fenômenos semelhantes, como o chamado downburst, cuja principal diferença em relação ao tornado é que o sentido da corrente de ar é descendente. Ou seja, as fortes descargas de vento se voltam em direção ao solo. E, ao atingi-lo, se espalham horizontalmente, “varrendo” a área ao redor da base da nuvem.

    Menos potente que tornados e downbursts, os vendavais são provocados e se caracterizam pelo forte deslocamento de ventos, normalmente acompanhados por tempestades que podem causar quedas de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica ou nas telecomunicações, danos residenciais e em plantações, destelhamentos e outras consequências..

    Quando acompanhadas por ventos de mais de 119 km/h, estas tempestades são designadas conforme a região do planeta onde ocorrem: furacões no Oceano Atlântico e nordeste do Oceano Pacífico; tufões no noroeste do Oceano Pacífico e ciclone tropical no Pacífico Sul e no Oceano Índico.

    Crédito da imagem: Priscila Ribeiro/Proibida reprodução

    Fonte: Agência Brasil

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