O litoral fluminense, especificamente a região próxima a Maricá, foi palco de uma sequência de tremores de terra que chamou a atenção das redes de monitoramento sismológico. Na manhã desta sexta-feira (22), um novo abalo sísmico de magnitude 3,1 foi detectado no mar, a cerca de 100 quilômetros da costa, marcando o segundo evento em um período de aproximadamente 24 horas. O incidente segue um tremor anterior, de magnitude 3,3, registrado na madrugada de quinta-feira (21) na mesma área marítima.
As medições, realizadas pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, indicam que, apesar da recorrência, os tremores são de baixa intensidade. Até o momento, não há relatos de que a população local tenha percebido os abalos, o que é comum para eventos dessa magnitude. O monitoramento contínuo da atividade sísmica no país é coordenado pelo Observatório Nacional, com o apoio do Serviço Geológico do Brasil.
Especialistas na área geológica apontam que tremores de baixa magnitude não são uma raridade no Brasil, especialmente em zonas marítimas da região Sudeste. Gilberto Leite, sismólogo, destaca que a margem sudeste do país é reconhecida como a principal área sísmica offshore, onde pequenos terremotos são frequentemente observados. Ele explica que, embora o Brasil esteja afastado das grandes zonas de colisão de placas tectônicas – responsáveis pelos terremotos de maior impacto global –, o território nacional ainda experimenta abalos decorrentes da acomodação de estruturas geológicas internas da crosta terrestre.
É importante ressaltar que, em paralelo aos eventos no Rio de Janeiro, outro tremor de magnitude 2,8 foi registrado em Gurupi, Tocantins, na madrugada de quinta-feira, sem que a população local também o tivesse sentido. Tais ocorrências reforçam a constante dinâmica geológica do planeta, mesmo em regiões consideradas de menor risco sísmico.



