Em uma final de Libertadores tensa e de poucas chances claras, o Flamengo se sagrou tetracampeão da América ao vencer por 1 a 0, com um gol de cabeça do zagueiro Danilo. A conquista rubro-negra, merecida pela solidez defensiva e eficiência, expôs uma preocupante falta de criatividade no ataque palmeirense, que não conseguiu furar o bloqueio carioca.
A Conquista do Tetracampeonato Rubro-Negro
A equipe comandada por Filipe Luís fez o que precisava em uma final de alto risco: manteve a organização tática e aproveitou o momento decisivo. O gol da vitória veio aos 22 minutos do segundo tempo, em uma jogada de bola parada. O uruguaio Arrascaeta cobrou escanteio com precisão, e o zagueiro Danilo subiu mais alto que a defesa alviverde para testar para o fundo das redes.
O gol de um “herói improvável”, como noticiado, selou o quarto título de Libertadores do Flamengo, que agora se junta ao seleto grupo de tetracampeões da América. A festa rubro-negra tomou conta do Estádio Nacional de Lima e se estendeu por todo o Brasil, celebrando a consagração de uma campanha de excelência.
A Ausência de Inspiração Alviverde
Por outro lado, o Palmeiras de Abel Ferreira não conseguiu repetir as atuações que o levaram à final. O time, conhecido pela intensidade e variação tática, pareceu apático e previsível. A estratégia de jogo, que geralmente surpreende os adversários, foi facilmente neutralizada pela defesa do Flamengo.
As tentativas de ataque se resumiram a lances isolados, como o cabeceio de Vitor Roque e os chutes de fora da área de Piquerez e Allan, que foram facilmente bloqueados ou desviados pela defesa do Flamengo. A ausência de um plano B efetivo para desorganizar a marcação adversária foi o calcanhar de Aquiles do Verdão, que viu o título escapar em um jogo onde a inspiração foi a grande ausente. A derrota por um gol de bola parada, após um jogo de pouca produção ofensiva, é um reflexo da dificuldade do Palmeiras em criar jogadas de perigo no terço final do campo.
Apesar da frustração, o Palmeiras encerra mais uma campanha histórica na Libertadores, mas a derrota serve como um alerta: para voltar ao topo, será preciso reencontrar a criatividade e a capacidade de decisão que marcaram os anos anteriores.
Foto da matéria: Luis Acosta/AFP



