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    quarta-feira, junho 10, 2026

    Saquarema faz últimos preparativos para reabrir Sambaqui da Beirada

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    Saquarema recebeu na última semana pesquisadores do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ para uma visita técnica ao Sítio Arqueológico do Sambaqui da Beirada, em Barra Nova. Durante dois dias, os cientistas se reuniram com técnicos da Prefeitura de Saquarema para a catalogação de artefatos pré-históricos, que vão fazer parte da exposição a ser inaugurada em breve no espaço.

    Os sambaquis são monumentos arqueológicos construídos por grupos humanos que habitaram o litoral brasileiro durante a Pré-História, antes mesmo da chegada dos povos indígenas conhecidos pelos primeiros colonizadores europeus. A palavra sambaqui era usada pelos Tupi para designar esses monumentos. O vocábulo une, na língua Tupi, os termos tamba (concha) e ki (monte), significando, literalmente, “monte de conchas”.

    Esses sítios arqueológicos são assim chamados porque neles se encontram amontoados de conchas, remanescentes dos moluscos usados na alimentação desses seres humanos. A altura desses montes depende do número de pessoas que ocupavam a região em determinado período. Contudo, nos sambaquis, também é comum encontrar espinhas de peixes e ossos de mamíferos, artefatos de pedra usados para caça, além de vestígios de fogueiras e de sepultamentos humanos.

    No caso do Sambaqui da Beirada, as pesquisas arqueológicas revelaram que o sítio, cuja área total tem 1.890 m², foi utilizado há mais de 4.500 anos por grupos sambaquieiros da região. Originalmente, o sambaqui formava uma elevação na paisagem, erguida ao longo de séculos por sucessivas gerações, evidenciando a importância cultural, social e ritual que esse espaço possuía para seus construtores.

    Para Cláudia Carvalho, arqueóloga do Museu Nacional, a cooperação entre as duas universidades e a Prefeitura de Saquarema fortalece a produção de conhecimento científico sobre seres humanos que habitaram os litorais brasileiros na Pré-História. Além disso, contribui para a preservação de um patrimônio reconhecido nacionalmente: “A colaboração entre as equipes com a Prefeitura de Saquarema representa um importante passo para a valorização do Sambaqui da Beirada como espaço de pesquisa, educação e preservação da memória. Compartilhar esse conhecimento na construção da nova experiência expositiva contribui para ampliar o acesso da população a um patrimônio arqueológico de enorme relevância para o país”, ressaltou.

    Atualmente, o Sítio Arqueológico Sambaqui da Beirada passa por obras que ampliarão a experiência dos visitantes e qualificarão os espaços de educação e pesquisa. A reinauguração marcará uma nova etapa para a valorização da história e da memória dos primeiros habitantes de Saquarema.

    Fortalecendo o turismo

    “A reabertura do Sambaqui da Beirada para visitas permitirá que a população de Saquarema, em especial os estudantes da rede municipal, possam conhecer melhor a história saquaremense. Além disso, fortalecerá o turismo em nossa cidade”, afirmou Lucimar Vidal, Prefeita de Saquarema, que acompanhou a visita técnica ao sítio arqueológico na terça-feira, dia 02.

    O Sambaqui da Beirada é o primeiro sítio arqueológico desse tipo a céu aberto no Brasil. O local foi inaugurado em 1997 e se tornou referência para pesquisas, educação patrimonial e turismo cultural, preservando um dos mais importantes sítios arqueológicos do estado do Rio de Janeiro. Durante escavações arqueológicas realizadas para estudo antes da inauguração, foram encontrados artefatos de pedra, lâminas feitas de quartzo, dentes e vértebras de tubarão, vestígios de fogueira e ossadas humanas, entre outros itens, memória da remota ocupação de Saquarema.

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    Alexandre R. Ducoff
    Alexandre R. Ducoffhttps://conexaodopovo.com/
    Jornalista, Fotógrafo, Cinegrafista, Editor, Ativista e Fundador do Conexão do Povo! Eu, Alexandre R. Ducoff, tenho como base a defesa do interesse da população, facilitando os seus pedidos ao poder executivo e legislativo. O diálogo é tudo!

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