A Prefeitura de Niterói reabriu, neste sábado (26), o Módulo do Programa Médico de Família Faustino Pérez do Morro do Céu, no Caramujo. O prefeito Rodrigo Neves participou da solenidade ao lado da secretária de Saúde de Niterói, Ilza Fellows, entre outras autoridades. A unidade é gerida pela Fundação Estatal de Saúde de Niterói (FeSaúde) e atende 973 famílias.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que recursos destinados para a saúde são investimentos e não gastos.
“Essa equipe da saúde merece uma salva de palmas. Uma das metas dos 100 dias de governo, além de ampliar a Moeda Arariboia e abrir o Médico de Família do Morro do Céu, era contratar mais 200 médicos. Vamos terminar maio com mais 267 médicos que a gente contratou nesses 100 dias. A saúde só vai melhorar porque a gente vai investir. Investimento em saúde é pra melhorar a vida, sobretudo de quem não tem plano de saúde. Estou muito feliz de estar aqui no Morro do Céu. A gente sente o sofrimento das pessoas. É isso que faz a diferença no nosso governo. A gente governa com inteligência e sabedoria, mas governa com amor ao povo. Queremos uma Niterói de todos. Mas tem que olhar de maneira especial para aqueles que mais precisam”, afirmou Rodrigo Neves.
A unidade é composta por duas equipes do Programa Médico de Família, com médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde. Um dos grandes destaques da nova unidade é a inclusão de um consultório odontológico e de uma equipe especializada em saúde bucal para atender a região.
O espaço contará com o apoio de uma equipe diversa composta por profissionais como pediatra, ginecologista, assistente social, psicólogo, sanitarista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. O foco é promover o cuidado integral na promoção da saúde.
A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, ressaltou a importância do trabalho do Programa Médico de Família.
“A gente está trazendo de volta algo que a comunidade tinha perdido. Estamos próximos da comunidade para entender mais os problemas de cada um, facilitar o acesso que é fundamental para que realmente esses pacientes tenham a melhor saúde possível. Esse é o foco. Essa é a nossa intenção”, disse a secretária de Saúde.
Em atendimento aos parâmetros de acessibilidade, o prédio recebeu rampa de acesso e piso tátil. A unidade também foi climatizada e informatizada, além de receber um novo sistema de proteção contra incêndio e pânico. O paisagismo foi repensado para ser integrado ao ambiente.
A diretora-geral da Fundação Estatal de Saúde de Niterói (FeSaúde), Maria Célia Vasconcellos, reforçou a qualidade da unidade reaberta.
“Estamos muito orgulhosos porque está sendo entregue uma casa digna dos moradores do Morro do Céu. O povo do Morro do Céu estava pouco atendido porque tinha que se locomover até lá embaixo. Vejo aqui hoje o que é ter democracia. Nossa obrigação é que tudo aconteça com a melhor qualidade possível. Isso aqui é da população”, disse Maria Célia Vasconcellos.
A professora Alessandra Gomes tem 34 anos e uma filha de 10 meses. Moradora do Caramujo, ela afirmou que o posto do Médico de Família é fundamental. “É muito bom ter essa unidade de saúde pertinho. Fica mais fácil até para locomoção. O atendimento que a gente tem aqui é muito bacana, cuidador e humano. Isso faz toda a diferença. Na minha gestação, fui muito bem atendida”, disse Alessandra Gomes.
Também estiveram presentes na solenidade a vice-prefeita Isabel Swan; a primeira-dama Fernanda Sixel Neves; o secretário executivo de Niterói, Felipe Peixoto; a secretária de Direitos Humanos, Cláudia Almeida; o secretário regional do Fonseca, Cubango e Caramujo, Andrigo de Carvalho; o subsecretário de Igualdade Racial, Oto Bahia; além de outros membros do governo, vereadores e associações de moradores.
A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Segurança Cidadã, prestou apoio e solidariedade para uma mulher vítima de violência doméstica que necessitava de auxílio para um registro de ocorrência. Agentes do Grupamento Maria da Penha (GMAP) foram acionados pelo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) e compareceram ao local para ouvir os relatos da vítima.
A equipe do Grupamento acolheu e ouviu os relatos de todos os tipos de violência sofridas pela mulher, entre elas psicológica e moral. Além disso, a vítima também relatou no depoimento agressões, xingamentos e humilhações na frente na frente dos filhos do casal, que estão apresentando problemas psicológicos.
Após a exposição dos fatos, os agentes do GMAP acompanharam a vítima até a 82ª DP (Maricá) para registro de ocorrência e pedido de medidas protetivas de urgência. Após o procedimento, a mulher foi reconduzida pelos guardas municipais ao CEAM, onde continuará recebendo acompanhamento e apoio especializado.
Uma oportunidade de ouro para quem quer empreender ou já está empreendendo! Amanhã (29/04), a partir das 10h, a Associação Comercial de Maricá realizará a ação “Um Dia de Empreendedorismo” em sua sede, localizada na Rua Ribeiro de Almeida (Centro de Maricá). O evento contará com roda de conversa, workshop e palestras.
Organizado pela Associação Comercial de Maricá (ACM), sob a liderança do presidente Delfim Moreira, o evento tem como objetivo reunir associados e empresários, que participarão de diversas atividades que podem ajudar, capacitar, facilitar e até mesmo proporcionar aquela famosa “virada de chave” em sua caminhada profissional/empresarial.
As atividades são abertas ao público e gratuitas. Para saber mais, basta entrar em contato pelos números (21) 97656-7402 (WhatsApp) ou (21) 2637-3819.
“UM DIA DE EMPREENDEDORISMO”- PALESTRAS E WORKSHOPS
Na última sexta-feira, 25 de abril, a Guarda Ambiental de Saquarema realizou uma visita ao município de Tanguá com o objetivo de estabelecer parceria estratégica voltada à preservação do meio ambiente. A iniciativa faz parte de um planejamento conjunto para aprimorar as ações de proteção ambiental na região.
Durante a visita, os representantes da Guarda Ambiental de Saquarema se reuniram com o prefeito de Tanguá, Rodrigo Madeiros, e a secretária de Meio Ambiente, Aline Pereira, para discutir detalhes para a realização de uma instrução de capacitação destinada aos agentes da Guarda Municipal local. O objetivo é formar um grupamento ambiental especializado, capaz de atuar de forma mais eficiente na preservação da fauna, flora e recursos naturais daquele município.
Compromisso com a preservação
Além da reunião, os agentes visitaram diversos pontos de interesse ambiental em Tanguá, conhecendo áreas de relevância ecológica e identificando possibilidades de ações conjuntas.
A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Saquarema com a preservação do meio ambiente e a valorização dos seus agentes de proteção, buscando sempre ampliar as ações de conservação e educação ambiental em toda a região.
A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, realizou no sábado (26/04) o Festival Cultura de Direitos, na Praça Orlando de Barros Pimentel, no Centro. Com o tema “Nossas Culturas – O universo que nos cerca”, o evento deu continuidade aos tradicionais festivais do programa, onde os alunos do polo Pedreiras apresentaram o que desenvolvem nas oficinas de música (com interpretação em Libras), coral acompanhado de violino, violão, flauta, saxofone e cavaco, de dança, capoeira, fotografia e grafite. Centenas de pessoas prestigiaram o evento, que foi aberto ao público.
Diestéfano Sant’Anna, coordenador geral do programa Cultura de Direitos, afirmou que o festival será realizado em todos os polos, para divulgar as atividades. “Essa iniciativa é fruto de todo o trabalho desenvolvido no programa e que agora foi apresentado às famílias”, disse Diestéfano.
Os participantes também acompanharam uma roda de conversa com o tema “Identidade Indígena”, em homenagem ao mês dos povos originários. O momento teve a presença de lideranças das duas aldeias situadas no município, promovendo um espaço de escuta e troca de saberes sobre cultura, resistência e ancestralidade.
Darci Tupã, uma das lideranças indígenas da Aldeia Mata Verde Bonita, localizada em São José do Imbassaí, emocionou o público com sua fala:
“São 526 anos de cura, resistência e sabedoria. Passamos por muitas tempestades, muitos sóis e muitas luas, mas mantivemos viva a nossa forma de ser, nosso modo de viver. Quero convidar todos vocês para conhecerem nossa aldeia. Nos dias 8, 9 e 10 de agosto, teremos um evento cultural muito importante, e todos são bem-vindos. Queremos estar cada vez mais próximos de vocês”, afirmou.
Cultura de Direitos
O programa Cultura de Direitos foi criado para desenvolver a capacitação por meio de oficinas de audiovisual, videoarte, música, capoeira e mídias sociais, integrando as ações da secretaria com a comunidade. As atividades são realizadas em seis polos no município. O programa também faz o acompanhamento social das famílias, com a garantia dos direitos básicos e da ampliação da relação direta entre poder público e a população por meio dos agentes sociais do Comitê de Defesa dos Bairros.
Polos:
– Polo Bambuí: Jardim Balneário: Rua 86 (antiga Rua 5), Quadra 191, Lote 07, nº 493.
– Polo Pedreiras: Rua Alcides José Rodrigues, número 102 (antiga Rua dos Quintanilhas).
– Polo Inoã: Rua da Esperança, Lote 18, Quadra 17, Loteamento Chácaras (antiga Rua 5).
– Polo Itaipuaçu: Rua Isaltina Filomena, número 203, Quadra 10, Lote 128 – Itaipuaçu.
– Polo Recanto: Rua Raimundo Monteiro, número 203, Recanto.
– Polo Manu Manuela: Rua 27, número 586, Lote 890, Quadra 26.
A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria Especial de Promoção das Comunidades e do Minha Casa Minha Vida de Inoã, promoveu no sábado (26/04) a ação “Páscoa para as Comunidades”, no Campo do 11 Unidos, no condomínio de Inoã. O evento ofereceu diversas atrações gratuitas, incluindo brinquedos infláveis, pula-pula, oficina de pernas de pau, pintura facial e shows de animação com muita diversão para a criançada.
A famosa caça aos ovos, uma das atrações mais aguardadas, também fez parte da programação, além da ‘Caravana da Cultura’, da Secretaria de Cultura e das Utopias, que levou apresentações artísticas, música e contação de histórias, proporcionando uma vivência lúdica para todos. Para tornar o evento ainda mais encantador, houve também a distribuição de chocolates e brindes especiais.
A secretária de Comunidades, Brunna Índia, destacou a importância deste evento. “Muitas crianças não têm a oportunidade de vivenciar uma Páscoa como essa, com brincadeiras e presentes. Para elas, esse evento tem um significado enorme, porque conseguimos entregar algo simples, como um chocolate, e proporcionar um momento de alegria e amor. Isso é algo gigante, que transborda nossos corações”, afirmou Brunna.
Pais e filhos celebram a data com alegria
Muitas famílias também marcaram presença para aproveitar o dia de diversão. Sérgio e Maria Santos, moradores do Minha Casa, Minha Vida de Inoã, levaram os filhos Lucas, de seis anos, e Beatriz, de três, para se divertir. “É a primeira vez que participamos de um evento como esse, e as crianças estão adorando! Aproveitaram o pula-pula e agora estão ansiosos para a caça aos ovos”, disse Sérgio. “É muito bom ver esse tipo de evento acontecendo aqui, perto da gente. Eles se sentem especiais, e isso é muito importante”, completou Maria.
Rodrigo Almeida, de 38 anos, levou seu filho Miguel, de 7 anos, para aproveitar o dia. “Ele ama a Páscoa, principalmente a caça aos ovos, e é ótimo ver as crianças tão felizes”, afirmou Rodrigo, enquanto Miguel brincava com os personagens vivos do evento.
Papa Francisco, o líder da Igreja Católica que faleceu em 21 de abril de 2025, aos 88 anos, deixou um legado que vai muito além das fronteiras do catolicismo. Sua morte, causada por um acidente vascular cerebral seguido de coma e colapso cardiovascular irreversível, provocou uma onda de comoção global que uniu pessoas de diferentes credos em um luto compartilhado, demonstrando como sua mensagem de amor, paz e inclusão tocou corações ao redor do mundo.
O primeiro papa latino-americano da história, nascido Jorge Mario Bergoglio em Buenos Aires, Argentina, transformou o papado com sua simplicidade, humildade e compromisso inabalável com os mais vulneráveis. Sua jornada, desde as ruas de Buenos Aires até o Vaticano, foi marcada por uma profunda vocação de serviço que redefiniu o papel da Igreja Católica no século XXI e construiu pontes entre religiões historicamente distantes.
Papa Francisco: uma vida dedicada à fé
Papa Francisco nasceu em 17 de dezembro de 1936, no bairro de Flores, em Buenos Aires, filho de imigrantes italianos. Mario José Bergoglio, seu pai, era ferroviário, e sua mãe, Regina Maria Sivoni, dona de casa. Desde cedo, recebeu forte influência católica, especialmente de sua avó paterna, presença constante em sua infância.
Sua juventude foi como a de muitos argentinos: frequentava festas, convivia com amigos e torcia apaixonadamente pelo time de futebol San Lorenzo. Após concluir sua formação como técnico em química em 1957, sentiu o chamado para a vida religiosa. Em sua autobiografia “Vida – Minha História Através da História”, lançada em 2024, Francisco relata o momento decisivo de sua vocação, quando aos 17 anos, ao passar pela Basílica de Flores, sentiu “algo estranho acontecer” durante uma confissão.
“Eu estava maravilhado por ter encontrado Deus subitamente. Ele estava lá me esperando, antecipou-se a mim”, descreveu em suas memórias. “Mais do que um piquenique com os amigos! Eu estava vivendo o momento mais bonito da minha vida, estava me entregando totalmente nas mãos de Deus!”
Sua jornada religiosa, porém, enfrentou desafios. Ainda no seminário, uma grave infecção pulmonar quase tirou sua vida. “Um dia eu piorei: minha temperatura corporal estava altíssima, e o reitor, assustado, levou-me correndo ao Hospital Sírio-Libanês”, relatou. Como resultado da pleurisia, Bergoglio teve que remover o lobo superior do pulmão direito, uma cirurgia dolorosa que marcou sua vida.
Em 1958, ingressou no noviciado da Companhia de Jesus, tornando-se jesuíta. Formou-se em Filosofia e Teologia, foi ordenado sacerdote em 13 de dezembro de 1969 e dedicou-se ao ensino e à formação de novos religiosos. Entre 1973 e 1979, assumiu a liderança dos jesuítas na Argentina, durante o período sombrio da ditadura militar.
Sua ascensão na hierarquia católica continuou: foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires em 1992, arcebispo em 1998 e cardeal em 2001, pelo Papa João Paulo II. Durante esse período, ficou conhecido por seu estilo de vida simples e sua proximidade com os mais pobres. Ao invés de morar no palácio episcopal, preferia uma residência modesta e utilizava transporte público, antecipando o que seria uma marca de seu futuro pontificado.
Foto: Vincenzo Pinto/AFP
Um pontificado revolucionário
A eleição de Jorge Mario Bergoglio como Papa, em 13 de março de 2013, após a histórica renúncia de Bento XVI, representou um momento de profunda transformação para a Igreja Católica. Ao escolher o nome Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis, sinalizou imediatamente sua intenção de liderar uma Igreja mais humilde, próxima dos pobres e comprometida com a paz.
Papa Francisco quebrou protocolos desde o primeiro momento. Antes mesmo de conceder a tradicional bênção Urbi et Orbi em sua primeira aparição na varanda da Basílica de São Pedro, pediu que os fiéis rezassem por ele, um gesto que simbolizou sua profunda humildade. Sua decisão de residir na Casa Santa Marta, em vez dos luxuosos aposentos pontifícios no Palácio Apostólico, reforçou ainda mais seu compromisso com a simplicidade evangélica.
Durante seus 12 anos de pontificado, Papa Francisco colocou a misericórdia no centro de sua mensagem. Em 2015, proclamou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, enfatizando que “ninguém pode ser excluído da misericórdia de Deus” e que a Igreja deve ser “a casa que acolhe todos e não rejeita ninguém”.
Sua preocupação com os marginalizados foi constante. Criticou duramente a “cultura do descarte” que afeta os mais vulneráveis e defendeu incansavelmente os direitos dos imigrantes e refugiados. Sua primeira viagem ao exterior como pontífice foi significativamente para Lampedusa, ilha italiana que recebe milhares de refugiados, onde denunciou a “globalização da indiferença”.
Em sua encíclica “Fratelli Tutti”, abordou a fraternidade e a amizade social, conclamando a humanidade a “construir pontes em vez de muros” – frase que se tornou emblemática de seu pontificado e que foi especialmente mencionada durante seu funeral. Essa mensagem ganhou ainda mais força em um mundo marcado por divisões políticas e religiosas.
Papa Francisco também foi um defensor incansável do meio ambiente. Em sua encíclica “Laudato Si’”, alertou sobre os perigos das mudanças climáticas e convocou a uma “conversão ecológica global”. Sua abordagem integrou preocupações ambientais e sociais, enfatizando que “não há duas crises separadas, uma ambiental e outra social, mas uma única e complexa crise socioambiental”.
Internamente, promoveu reformas significativas na Igreja, incluindo a reestruturação da Cúria Romana e medidas para maior transparência nas finanças do Vaticano. Enfrentou com coragem escândalos de abuso sexual, implementando políticas mais rigorosas para proteger os vulneráveis e responsabilizar os culpados.
Um líder que transcendeu fronteiras religiosas
O impacto do Papa Francisco foi sentido muito além do catolicismo. Sua morte provocou uma onda de manifestações de pesar de líderes religiosos de diversas tradições, demonstrando como seu trabalho pelo diálogo inter-religioso construiu pontes duradouras.
A Confederação Israelita do Brasil (Conib) afirmou que a morte do líder católico foi uma “grande perda para a humanidade”. Em nota, destacou: “O papa Francisco, com seu carisma e visão inclusiva, tocou o coração das pessoas em seu papado transformador. Ele visitou o campo de extermínio nazista de Auschwitz, condenou o antissemitismo, o discurso de ódio e o racismo, além de promover o diálogo inter-religioso. Que seu legado continue a nos guiar na busca por um mundo mais humano, justo e pacífico.”
A Federação Israelita do Estado de São Paulo expressou que “o papa Francisco foi mais do que um pontífice – foi uma consciência global, uma presença ética e espiritual que jamais se calou diante do antissemitismo, do racismo e de todas as formas de intolerância. Sua firme defesa do diálogo inter-religioso e da fraternidade entre os povos deixa um legado que transcende fronteiras e credos”.
Do mundo islâmico, vieram manifestações igualmente emocionadas. O Centro de Divulgação do Islam Para América Latina (CDIAL) ressaltou que “desde sua eleição em 2013, destacou-se por seu compromisso com os mais pobres, sua incansável defesa dos direitos humanos e sua dedicação ao diálogo inter-religioso e à promoção da paz mundial”. O sheik Jihad Hammadeh, líder muçulmano brasileiro, afirmou que o Papa Francisco “se posicionou de forma firme” em questões humanitárias globais.
A Federação Espírita Brasileira descreveu o pontífice como um “dedicado irmão na doutrina cristã que aproximou fiéis católicos e de outras denominações religiosas pelo exemplo de amor, humildade e fraternidade”. Destacou ainda que ele “trabalhou o debate inter-religioso, assim como a humildade e a indulgência para com todos, independente da crença”.
Das religiões de matriz africana, vieram homenagens profundamente emocionadas. O babalaô Ivanir dos Santos, sacerdote do Candomblé, disse que integrantes de outras tradições religiosas enxergavam no pontífice um “símbolo de respeito, escuta e abertura”. Em suas palavras: “Papa Francisco nos inspirou pelo gesto e pelo exemplo, ultrapassando fronteiras da fé. Sua partida deixa saudade, mas também um chamado à continuidade do que ele acreditava: o respeito à diversidade e o compromisso com a dignidade de todos”.
A Mãe Meninazinha de Oxum, Iyalorixá do Ilê Omolu Oxum, afirmou que o Papa “será lembrado e celebrado pela sua atuação voltada para o enfrentamento às injustiças e todas as formas de preconceitos. Ele era uma verdadeira luz para o mundo”. Já a Mãe Nilce de Iansã, coordenadora nacional da Renafro, escreveu que “quando fechamos os olhos e pensamos no papa Francisco, imediatamente nos vem a imagem de seu sorriso, reflexo de toda a sua jornada de acolhimento e respeito a todas as pessoas, independentemente de religião. Ele semeou o seu amor por onde passou e certamente a força de seu trabalho germinará para as gerações futuras”.
A Frente de Evangélicos também prestou homenagem, reconhecendo que “o primeiro papa latino-americano marcou seu pontificado numa trajetória de simplicidade e defesa aos direitos humanos” e que “reconhecemos em sua liderança os ensinos de Jesus de solidariedade, paz, amor e igualdade”.
O apóstolo Estevam Hernandes, líder da igreja evangélica Renascer em Cristo, disse que “independentemente de crença ou denominação”, reconhece que o Papa Francisco “foi um grande homem de Deus”.
Essas manifestações de diferentes tradições religiosas demonstram como o Papa Francisco conseguiu, através de seu exemplo e de suas ações, construir pontes de diálogo e respeito mútuo, deixando um legado que transcende as fronteiras do catolicismo.
O adeus ao pontífice que construía pontes
O funeral do Papa Francisco, realizado em 26 de abril de 2025, reuniu cerca de 400 mil pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano. Entre os presentes estavam fiéis católicos, membros do clero, chefes de Estado e representantes de diversas religiões, em uma demonstração da amplitude do impacto de seu pontificado.
A cerimônia foi conduzida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício, que em sua homilia destacou: “As demonstrações de afeto que testemunhamos nos últimos dias após sua passagem desta terra para a eternidade nos dizem quanto o pontificado do papa Francisco tocou mentes e corações”. O cardeal também enfatizou o compromisso do pontífice com a paz, lembrando sua famosa frase: “construir pontes, não muros”.
Entre os líderes mundiais presentes estavam o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente argentino Javier Milei, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, o presidente da França Emmanuel Macron, entre outros. A presença de tantas autoridades, algumas com posições políticas diametralmente opostas, simbolizou a capacidade do Papa Francisco de promover o diálogo mesmo entre adversários políticos.
Seguindo seus próprios desejos, expressos antes de sua morte, o Papa Francisco foi sepultado na Basílica de Santa Maria Maggiore, tornando-se o primeiro pontífice desde Leão 13, falecido em 1903, a ser sepultado fora do Vaticano. Sua sepultura, localizada entre a Capela Paulina e a Capela Sforza, próxima ao Altar de São Francisco, é marcada pela simplicidade que caracterizou sua vida: feita de mármore da Ligúria, tem apenas a inscrição “Francisco” e a reprodução de sua cruz peitoral.
O caixão simples de madeira, escolhido pelo próprio pontífice em contraste com os tradicionais caixões triplos de seus antecessores, foi levado em procissão da Praça de São Pedro até a Basílica de Santa Maria Maggiore em um papamóvel adaptado. Durante o trajeto de seis quilômetros, que passou por locais simbólicos de Roma, milhares de fiéis e turistas aplaudiram em uma última homenagem ao “papa dos pobres”.
O sepultamento foi um evento privado, permitindo que as pessoas mais próximas ao pontífice prestassem suas últimas homenagens. A cerimônia, presidida pelo cardeal camerlengo Kevin Farrell, durou 30 minutos e contou com a presença de familiares do argentino.
Foto: Ricardo Stuckert
Um legado eterno de amor e união
Papa Francisco deixa um legado que transcende sua própria vida e a instituição que liderou. Suas palavras e ações continuarão a inspirar pessoas de todas as crenças a construir um mundo mais justo, fraterno e compassivo.
Como ele mesmo disse certa vez: “O verdadeiro poder de uma liderança religiosa vem de seu serviço. Quando deixa de servir, o religioso se transforma em um mero gestor.” Esta frase resume perfeitamente sua visão de liderança baseada no serviço e na humildade, valores que praticou consistentemente ao longo de sua vida.
Sua abordagem inclusiva e respeitosa em relação à diversidade humana foi sintetizada em outra de suas frases memoráveis: “Gosto quando se fala de pessoa homossexual. A pessoa vem primeiro, em sua integridade e dignidade. Somos todos, criaturas amadas por Deus.” Esta perspectiva centrada na dignidade humana foi fundamental para aproximar pessoas que se sentiam marginalizadas ou excluídas.
O Papa Francisco nos ensinou que a fé autêntica não é algo distante ou abstrato, mas uma experiência viva e pessoal: “Ao homem eu digo que não conheça a Deus de ouvidos. O Deus vivo é aquele que se vê com seus olhos, dentro de seu coração.” Esta visão de uma espiritualidade encarnada e concreta tocou pessoas de todas as tradições religiosas.
Mas talvez seu maior legado seja a mensagem de que devemos “construir pontes, não muros” – um chamado à união em um mundo cada vez mais dividido. Esta frase, repetida em momentos cruciais de seu pontificado, resume sua visão de uma humanidade interconectada, onde as diferenças não são barreiras, mas oportunidades para o enriquecimento mútuo.
O fato de sua morte ter provocado manifestações de pesar tão sinceras e emocionadas de líderes de diversas religiões é o testemunho mais eloquente de como Papa Francisco conseguiu, através de seu exemplo e de suas ações, transcender as fronteiras do catolicismo e tocar corações ao redor do mundo.
Seu sorriso acolhedor, sua simplicidade desarmante e sua coragem inabalável em defender os mais vulneráveis permanecerão como um farol de esperança e inspiração para todos aqueles que acreditam que um mundo mais justo, fraterno e compassivo é possível. Como disse a Mãe Nilce de Iansã: “Ele semeou o seu amor por onde passou e certamente a força de seu trabalho germinará para as gerações futuras.”
Papa Francisco não foi apenas um líder religioso; foi uma consciência moral para nosso tempo, um construtor de pontes entre diferentes tradições e um defensor incansável da dignidade humana. Seu legado de amor, paz e inclusão continuará a iluminar o caminho para um futuro onde as diferenças não nos dividem, mas nos enriquecem.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, apresentaram, nesta sexta-feira (25), a logomarca da candidatura conjunta à sede dos Jogos Pan-Americanos e Jogos ParapanAmericanos de 2031, o Rio-Niterói 2031, no Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, no Parque Olímpico. O símbolo foi criado com as cores representativas dos dois municípios e teve por inspiração o sol, a união das cidades-irmãs e o amor de ambas pelo esporte.
A marca da candidatura Rio-Niterói 2031 nasceu da união de duas cidades que compartilham cultura, história, paisagens, além da vocação e da paixão esportivas. O símbolo visual foi composto por raios coloridos que representam pontes — reais e simbólicas — entre ambos os municípios, em uma tradução gráfica de movimento, energia e conexão que definem esse projeto conjunto.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, demonstrou confiança na vitória da candidatura conjunta Rio-Niterói 2031.
“A gente está muito confiante porque, na semana que vem, as prefeituras, junto com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), entregam esse dossiê, que está muito bem feito. Tenho certeza que a gente vai vencer. Isso vai criar uma outra dinâmica na região metropolitana do Rio. Um legado não só para Niterói e Rio, mas um legado de infraestrutura urbana, esporte, mobilidade para toda a região metropolitana”, afirmou Rodrigo Neves.
As cores quentes — tons de laranja e amarelo — representam Niterói, cidade do sol poente, da cultura vibrante e do horizonte aberto. Já os tons de azul remetem ao Rio de Janeiro, com seu mar, seu céu e sua alma pulsante. As formas curvas, dinâmicas e circulares remetem ao sol — símbolo de renovação e esperança — e ao movimento do esporte e da vida. Juntas as cores se entrelaçam como num abraço.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, lembrou o trabalho para a realização das Olimpíadas de 2016.
“Quem estava aqui no período da Olimpíada de 2016 sabe o quanto foi difícil e duro entregar tudo isso num país chamado Brasil. Deu um trabalho danado, mas a gente tem muito orgulho desse legado”, disse o prefeito do Rio.
Essa marca também celebra a união do esporte e dos atletas como potência transformadora, capaz de compartilhar conhecimentos e desenvolver o Olimpismo. É a síntese visual de um evento que vai muito além da competição: será uma celebração esportiva, um encontro de povos, uma comunhão entre os países das Américas, que deixará um legado de cooperação entre as nações capaz de superar qualquer obstáculo.
A próxima etapa a cumprir pela postulação Rio-Niterói será a entrega do dossiê de candidatura, marcada para 30 de abril. No dia seguinte, após ler o conteúdo do documento, a Organização Desportiva Pan-Americana (Panam Sports) oficializará a candidatura das cidades que desejam disputar a sede de 2031.
A Prefeitura de Maricá, por meio das secretarias de Saúde e Educação, promoveu nesta sexta-feira (25/04) o Dia D de Vacinação em quatro escolas municipais, com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação dos alunos nesses locais, oferecendo proteção a doenças perigosas e evitando o desenvolvimento de quadros graves. A iniciativa integra as mobilizações propostas pela Semana Mundial de Imunização (24 a 30/04) e de intensificação de vacinação em unidades de ensino, proposta pelo Ministério da Saúde.
A aplicação das vacinas previstas no Calendário Nacional aconteceu nos Centros de Educação Infantil Municipal (CEIM) Pinguinhos de Luz, em São José do Imbassaí, Prof. José Carlos Almeida e Silva, em Inoã, Valéria Ramos Passos, em Itaipuaçu, e no Jardim de Infância Municipal (JIM) Trenzinho da Esperança, em Guaratiba. As ações contaram com a participação de profissionais das Unidades de Saúde da Família (USF) São José 1, Guaratiba, Barroco e Carlos Alberto Soares de Freitas (MCMV Inoã).
Através do Programa Saúde na Escola, outras escolas municipais receberão atividades de vacinação dos estudantes progressivamente, o que integra o esforço do município em ampliar a cobertura vacinal, principalmente entre as crianças e adolescentes.
O secretário de Saúde, Marcelo Velho, garantiu que fortalecer o processo de vacinação é um compromisso contínuo da gestão.
“As vacinas salvam vidas e nos ajudaram através da história a erradicar ou eliminar várias doenças, por isso estamos fortalecendo as ações de conscientização e imunização. Recentemente, durante a pandemia da Covid-19, observamos o impacto da vacinação para o bem-estar coletivo, e precisamos semear esse cuidado desde a primeira infância, mostrando o papel das vacinas no nosso dia a dia”, afirmou.
Vacinação para adultos neste sábado (26)
Em outra frente, neste sábado (26/04), das 9h às 16h, o município promoverá o Dia “D” de Vacinação na Lona Cultural Beth Carvalho, localizada próximo à Praça dos Gaviões, em Itaipuaçu. A iniciativa é direcionada aos adultos e busca fortalecer a proteção desse público contra diversas doenças, disponibilizando as seguintes vacinas: antitetânica, Hepatite B, febre amarela e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
Além disso, durante a ação, os públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde também poderão se vacinar contra a Influenza (gripe). Isso inclui gestantes, idosos a partir de 60 anos, puérperas (no período pós-parto), imunocomprometidos, pessoas com comorbidades, deficiências, trabalhadores da área da saúde e os povos indígenas.
A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, promove na próxima quarta-feira (30/04) o evento “Tecelãs do Saber: Ciência, Território e Protagonismo Feminino”. A iniciativa visa valorizar o protagonismo feminino no campo da ciência, tecnologia e saberes ancestrais, com foco na participação de mulheres indígenas, cientistas, universitárias e o público feminino em geral. A ação acontece de 09h às 19h, na sede da secretaria, localizada no Território do Futuro, no Flamengo.
Durante o evento, terá exibição de documentário, mostra fotográfica “Mulheres que Transformam Maricá”, exposição de objetos indígenas e peças artesanais feitas por mulheres cidadãs, oficinas de cosméticos naturais e saberes botânicos com mulheres indígenas e apoio de cientistas convidadas, além de painel interativo com frases inspiradoras sobre ciência e mulher, escritas pelo público, roda de conversa com diversos convidados e apresentação musical.
A iniciativa oferecerá ainda serviços como aferição de pressão arterial, teste glicêmico com alunos do Programa Passaporte Universitário e teste rápido (IST´s/HIV, AIDS).
O Território do Futuro fica na Avenida Roberto Silveira, 1978, Flamengo.
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