Moradores do bairro Vale da Figueira I, no distrito de Ponta Negra, em Maricá, realizaram um protesto nesta sexta-feira (2) após passarem mais de 48 horas sem energia elétrica. A manifestação aconteceu na Estrada Sampaio Corrêa-Jaconé, onde parte da via chegou a ser interditada pelos moradores.
Segundo relatos da comunidade, o problema começou após a forte tempestade que atingiu Maricá na terça-feira (29). Desde então, o fornecimento de energia não teria sido normalizado na região.
Insatisfeitos com a demora no atendimento, os moradores decidiram realizar o protesto como forma de cobrar uma solução. Durante a manifestação, objetos foram colocados sobre a pista e houve registro de fogo, causando a interdição parcial da estrada.
Os moradores afirmam que entraram em contato diversas vezes com a Enel e receberam diferentes protocolos de atendimento. Ainda segundo os relatos, os prazos informados pela concessionária para a retomada do serviço foram sendo alterados à medida que as previsões anteriores expiravam, enquanto o fornecimento permanecia interrompido.
Prejuízos e preocupação com moradores
Além dos transtornos provocados pela falta de energia, a interrupção prolongada também teria causado prejuízos aos moradores, principalmente pela perda de alimentos e outros produtos que precisam ser mantidos sob refrigeração.
Um dos moradores relatou a situação e destacou a presença de crianças, idosos e pessoas com deficiência entre os residentes afetados.
“Temos crianças, idosos, PCDs e nada de luz. As minhas coisas estragaram todas”, afirmou.
A falta de energia também tem provocado dificuldades na rotina das famílias, que permanecem sem uma previsão considerada concreta para a normalização do serviço.
Polícia e Bombeiros foram acionados
Durante o protesto, uma equipe da Polícia Militar esteve no local para acompanhar a manifestação e auxiliar na organização do trânsito na estrada.
O Corpo de Bombeiros também foi acionado. Militares do destacamento de Maricá atuaram no local, apagaram o fogo e retiraram os objetos que haviam sido colocados sobre a pista.
Os moradores seguem cobrando da concessionária o restabelecimento da energia e uma previsão efetiva para a conclusão do serviço na região. A principal reivindicação da comunidade é que o fornecimento seja normalizado o quanto antes, diante do período prolongado de interrupção e dos prejuízos relatados.



