A Guarda Ambiental de Saquarema realizou, na noite da terça-feira, 28, o resgate de um jacaré de papo amarelo que estava circulando em uma rua no bairro Vilatur.
Ao notarem a presença do réptil, moradores entraram em contato com a Guarda Ambiental e os agentes fizeram o resgate, sem que houvesse riscos para a população ou para o animal. O jacaré, presumivelmente um jovem macho, pela proporção entre peso e tamanho, com quase 5,5 kg e medindo 97cm, foi recolhido pelos agentes e, como não foi constatado qualquer ferimento, devolvido ao seu habitat natural na manhã do dia seguinte.
Em épocas do ano do ano nas quais há ocorrência de chuvas fortes, é comum a alteração do habitat dos jacarés, que se deslocam para regiões fora de seu território, procurando refúgio em locais mais altos, como ruas e quintais de áreas urbanizadas. A cheia também pode acabar somada ao período de reprodução, quando a espécie se desloca mais. Assim, é mais comum jacarés serem vistos em locais inusitados, o que pode significar mais encontros entre esses répteis e humanos, aumentando a necessidade de resgates.
A espécie
Os jacarés-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), assim como os demais jacarés, são animais de hábitos noturnos e durante o dia costumam formar grupos para tomar sol. Podem viver até 50 anos, ultrapassar os 2 metros de comprimento e são ecologicamente importantes, pois fazem o controle biológico de outras espécies, ao se alimentam dos animais mais velhos e fracos que não conseguem escapar de seu ataque. Além disso, suas fezes servem de alimento para os peixes e outros seres vivos aquáticos. A espécie vive na América do Sul, principalmente no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, e habita locais de água doce ou salobra, como pântanos, rios, lagoas, brejos e manguezais.
A Guarda Ambiental de Saquarema orienta a população a evitar qualquer tipo de contato com animais silvestres. Em caso de avistamento em local inapropriado, as pessoas devem entrar em contato imediato com a Guarda Ambiental, através do telefone (22) 99279-0540. A recomendação é de que seja evitada a aproximação ao animal, devendo apenas ser observada a sua provável localização, mantendo distância segura até a chegada do resgate.



