A Prefeitura de Niterói realizou, por meio da Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), a palestra “Conhecendo a Doença de Alzheimer” para os colaboradores da empresa. A ação, que aconteceu na sexta-feira (23), faz parte do “Ciclo de Prevenção”, um dos módulos da Escola CLIN que aborda de forma educativa assuntos relacionados à saúde entre trabalhadores.
O Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória. Só no Brasil, são 1,5 milhão de pessoas, na sua maioria idosos a partir dos 65 anos de idade, que manifestam a doença. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas, em 30 anos, serão 4 milhões de brasileiros com essa enfermidade. A palestrante, que foi ministrada pela Dra Alessandra Camacho, professora de Enfermagem da UFF, explicou que confusão, dificuldade de reconhecer objetos, locais e até familiares são alguns dos sintomas.
“Foi gratificante dar esta palestra, pois ela favorece a compreensão das pessoas sobre a demência do tipo Alzheimer, buscando um olhar diferenciado e mais empático. Assim, as pessoas puderam trazer a sua realidade e, juntos, compartilhamos uma maneira melhor de lidar com essa demência que já faz parte da realidade de muitas famílias. A participação de todos foi muito ativa, tiraram dúvidas, se interessaram”, disse Dra Alessandra Camacho.
A ação explicou para os colaboradores como descobrir o diagnóstico e a importância do relato da família e do histórico do paciente são importantes. Apesar de não existir uma cura para a doença de Alzheimer, o tratamento engloba desde medicamentos a terapias ocupacionais e de estímulo.
Leonardo Ribeiro de Souza, técnico de segurança do trabalho da Clin, explica o porquê de ter achado a iniciativa fundamental
“Achei muito importante o evento, dentro do contexto de uma empresa de limpeza urbana, já que foi falado sobre uma doença que acomete uma grande parte da população idosa. Quanto mais informativa a companhia for, melhor para o funcionário. O nível da apresentação foi ótimo, a participação das pessoas foi bem legal e o conteúdo apresentado foi muito esclarecedor”, reforçou o colaborador.
A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, apresentou na noite de domingo (25/05) o pagode romântico do cantor Vitinho, no terceiro dia dos shows em comemoração aos 211 anos da cidade, no palco da Barra de Maricá. A abertura ficou por conta de Baby do Cavaco, que contagiou o público com muito samba e pagode.
A atração principal da noite transformou o espaço de eventos montado na Avenida João Saldanha numa verdadeira celebração com releituras de sucessos, como “Chuva de Arroz”, de Luan Santana, e “Garota Nota 100”, de MC Marcinho; e de parcerias gravadas por outros artistas, entre elas “1%”, com Ludmila, e “Perco a Linha”, que compôs para o grupo Imagina Samba.
Com uma hora e trinta minutos de show, Vitinho emocionou os fãs, que cantaram em coro todas as músicas do início ao fim. A apresentação no aniversário de Maricá também teve seus sucessos do início da carreira em 2008 pelo grupo Disfarce, com “22 minutos”, “Sem perceber” e “Primeira namorada”, e as mais recentes “Alucinado”, “Não me vejo sem você”, “Traição”, “Sobrenome”, “Se quiser ficar” e “Eu não vou ligar que ainda te amo”.
Antes de subir ao palco, Vitinho agradeceu o carinho do público e a oportunidade de celebrar os 211 anos da cidade. “Tenho muito carinho aqui pela galera de Maricá, porque já me abraçam há muitos anos desde a época do grupo Disfarce e a música ’22 minutos’ é sempre muito pedida. O público daqui sempre me deu muito apoio e carinho. Estou muito feliz por voltar e comemorar o aniversário dessa cidade linda”, declarou o cantor.
Moradora de Cordeirinho, Margarete Mateus, de 70 anos, estava acompanhada de oito amigas e destacou a estrutura do evento. “A programação está muito boa e com segurança, policiamento e muitos ‘Vermelhinhos’ circulando. Venho a todos os shows. Está maravilhoso”, disse Margarete.
Fã de Vitinho, Gabriela Silva, de 27 anos, aproveitou o show com o marido Rubens Afonso e os amigos Renato da Cruz, Penha Fernandes, Jorge Luiz de Lima, Bianca Silva e José Edson Correa. “A programação está muito boa, tudo muito bem organizado. Quero que ele cante ‘Sobrenome’, que é a música que mais gosto”, comentou a moradora de Guaratiba.
Alceu Valença encerra a festa com chave de ouro
A programação dos 211 anos encerra nesta segunda-feira (26/05), dia do aniversário do município, com o show de Alceu Valença, um dos grandes ícones da MPB e da cultura nordestina com letras poéticas que misturam rock, baião, coco, frevo e toada. Em seu repertório, Alceu traz os clássicos ao longo de 50 anos de carreira, como “Aluninação”, “Morena Tropicana”, “Coração Bobo”, “Girassol”, “La Belle de Jour”, “Baião” e “Moça Bonita”. O show principal começa às 22h. A abertura fica por conta da dupla Betinho Bahia e Ismayer Alves a partir das 20h.
Espaço de inclusão
Na área do show, foi montado um espaço exclusivo para que as pessoas com deficiência pudessem acompanhar de perto as apresentações. A festividade também teve como destaque o espaço ‘Acalmar’, uma sala sensorial inclusiva voltada para crianças com TEA, em parceria com a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão.
Segurança reforçada
Para proporcionar segurança ao público, a festa teve o apoio das viaturas da Polícia Militar, das Rondas Especiais e Controle das Multidões (Recom) da PM, além dos agentes da Guarda Municipal distribuídos em pontos estratégicos para terem uma ampla visualização.
O evento teve a atuação também do setor de Conservação da autarquia Serviços de Obras de Maricá (Somar), da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, que distribuiu pulseirinhas de identificação para crianças, e da fiscalização de Posturas, que proibia a entrada de garrafas de vidro na área do evento.
Espaço gastronômico e feira de artesanato
Na arena da Barra foi montada a vila gastronômica, com um diversificado cardápio para todos os gostos. No mesmo espaço, a feira de artesanato da Feirarte marcou presença com os feirantes vendendo seus produtos fabricados de forma manual. Entre as confecções estavam materiais da indústria têxtil como: vestidos, sandálias, toucas, camisas, bolsas e até peças ornamentais feitas com conchas.
A Prefeitura de Saquarema, por meio da Sala do Empreendedor, dá início nesta segunda-feira, 26, a Semana do MEI 2025. Os eventos, que acontecerão até o dia 30 de maio, em diversos pontos da cidade, fazem parte de uma iniciativa dedicada a orientar, capacitar e apoiar os microempreendedores individuais da cidade com atividades totalmente gratuitas.
Com uma programação diversificada, a Semana do MEI vai oferecer palestras, oficinas e atendimentos especializados, reunindo instituições parceiras em prol da valorização do empreendedor local. Haverá, também, mutirões de legalização, nos quais duas das salas do empreendedor do município funcionarão em regime especial para atender aos moradores que queiram regularizar suas empresas, pequenos negócios ou entrar no mundo do empreendedorismo. As inscrições devem ser feitas através do aplicativo Colab, pelo link https://saquarema.colab.re/service/682f65a5829012285ce30f25.
“Esta é uma excelente oportunidade para os empreendedores da cidade. Eles também são responsáveis por gerar empregos, movimentar a economia, fazer a cidade andar. Atualmente, a cidade possui 7.104 MEI’s registrados, representando 51% do total das empresas. Muitos desses empreendedores começaram na informalidade e hoje estão funcionando legalmente, até participando de licitações para órgãos públicos, após o apoio da Sala do Empreendedor”, informou a Prefeita Lucimar Vidal.
A programação da Semana do MEI 2025
26/05: Plantão da Formalização dos MEI’s nas duas Salas do Empreendedor (Saquarema, das 09h às 17h; e Bacaxá, das 08 às 16 horas)
Dia 27/05, das 13h às 17h: Oficina “Fotografando para Mídias Digitais”, na Casa do Educador (Avenida Saquarema, 911, Porto Novo);
Dia 28/05, das 14 às 16h: Palestra “Direitos e Deveres do MEI”, na Escola Padre Manuel
Dia 29/05, das 14 às 16h: Palestra “Finanças Pessoais” na Escola Municipal Ismênia de Barros, em Jaconé
30/05: Plantão da Formalização dos MEI’s nas duas Salas do Empreendedor (Saquarema, das 09h às 17h; e Bacaxá, das 08h às 16h)
A Sala do Empreendedor
Inaugurada no ano de 2018, a Sala do Empreendedor de Saquarema tem como objetivo acolher àqueles que já estão formalizados ou pretendem iniciar seu próprio negócio. O espaço foi criado por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Saquarema, o Sebrae-RJ e a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro.
Na Sala do Empreendedor, o cidadão poderá contar com os seguintes serviços: Formalização do MEI; alterações dos dados cadastrais do CCMEI; impressão da DAS Mensal e Declaração Anual; adesão ao parcelamento do SIMEI e baixa do CNPJ; abertura, alteração e baixa de empresa e profissionais autônomos; emissão de alvarás (abertura, alteração, baixa e provisório); emissão de licença sanitária; abertura de protocolos, processos de viabilidade e publicidade; cadastro das empresas e de profissionais autônomos; orientação das notificações e multas da Fiscalização de Posturas; informações sobre oportunidades de novas áreas para empresas; orientação sobre utilização de uso de área pública para ambulantes; julgamento de processos e entrada de protocolo da JUCERJA; certidões negativas de débitos de ISS, entre outras; processos de ISS de taxistas e artesãos.
As Salas do Empreendedor funcionam nos seguintes endereços: Sala do Empreendedor de Saquarema: Rua Barão de Saquarema, n° 243, sala 15 (Galeria Spazio); Sala do Empreendedor de Bacaxá: Avenida Saquarema, 5481, Bacaxá, próximo ao Terminal Rodoviário do Horto; e Sala do Empreendedor Rural: Rodovia Amaral Peixoto, km 52, Sampaio Corrêa (sede da Secretaria de Agricultura).
A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, promove na próxima segunda-feira (26/05) a reabertura da Casa de Cultura ao público. A ação faz parte das comemorações dos 211 anos de emancipação político-administrativa do município. A exposição ‘Encontro das Casas’ vai mostrar fantasias e adereços produzidos pelos alunos do curso de aderecista da Casa de Artes Carnavalescas.
A inauguração da exposição acontece às 12 horas, e as peças ficarão expostas de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h30, até o dia 27 de junho. “A exposição da arte carnavalesca é uma maneira, um instrumento de fazimento de manter viva a cultura da tradição popular autêntica, único lugar que não somos colônia, e nosso prefeito Washington Quaquá é alguém que valoriza bastante essa memória e a cultura no geral”, destaca o secretário Sady Bianchin.
A Casa de Cultura é um casarão em estilo neoclássico do centro histórico da cidade, construído com pedra, saibro e argamassa à base de óleo de baleia em 1841. No passado, já serviu ao município como casa de câmara e cadeia, muito comum em cidades do interior do estado até o início do século 20.
A exposição é uma parceria entre a Prefeitura de Maricá – por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias e do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM) – e o Instituto Brasil Social, gestor da Casa das Artes Carnavalescas. Desde sua fundação, em 2024, este espaço tem se dedicado à formação de profissionais do carnaval, firmando-se como celeiro de criação, profissionalização e inclusão, transformando a paixão pelo samba em oportunidades de trabalho e expressão artística.
A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, realizou neste sábado (24/05) o segundo dia de shows pelos 211 anos do município. A estrela da noite foi Marcelo D2, que levantou o público no palco montado na Avenida João Saldanha, na Barra de Maricá, com um repertório mesclando samba, rap e hip-hop, marcas registradas da sua carreira. Na abertura, o grupo Obatuke 021 colocou o público para dançar com uma mistura de samba, pagode, soul, rock, pop, sertanejo, funk e axé.
Considerado um dos artistas mais influentes da música brasileira, Marcelo D2 apresentou o projeto “Manual Prático do Novo Samba Tradicional”, desenvolvido com a esposa Luiza Machado, que mistura batidas eletrônicas e instrumentos tradicionais, como cuíca e pandeiro. O show incluiu sucessos como “Maneiras” (Zeca Pagodinho) e releituras de clássicos do samba, além de sucessos da carreira, como “À Procura da Batida Perfeita”, “Qual É?” e “1967”.
Passeando na cidade, o casal do bairro Maracanã, no Rio de Janeiro, Cleiton de Oliveira Moura, de 39 anos, e Bruna Santiago, 36 anos, veio aproveitar o aniversário de Maricá. Eles curtiram o show de Simone Mendes na sexta (23), conseguiram um lugar perto do palco para ver Marcelo D2 e neste domingo (25) voltam para o show do Vitinho.
“A gente já veio outra vezes a Maricá para ir à praia de Ponta Negra. Nesse final de semana, viemos curtir os shows. Gosto muito do Marcelo D2, já vi um show dele em Natal e acho bem maneiro. Acompanho desde a época do Planet Hemp e tem que manter o respeito”, destacou Cleiton. “Viemos curtir o show lá do Rio de Janeiro e estamos aguardando super animados”, completou Bruna.
Antes das apresentações, um grupo de oito pessoas chamou a atenção de quem chegava para aproveitar o aniversário. Na calçada da Avenida João Saldanha, ao lado do palco, eles dançavam sincronizados no ritmo do ‘passinho’, estilo de dança urbana originária do funk carioca.
“A gente sempre acompanha os eventos charme, como o de Madureira, no Rio. Hoje viemos para curtir o chame com o DJ nos intervalos e o show do D2, que será a primeira vez que vou assistir. É muito importante para a cultura esse movimento dele unir o hip-hop com o samba. Estou muito animado”, afirmou Jordan Estácio, de 36 anos, morador de Itaipuaçu.
Espaço de inclusão
Na área do show, foi montado um espaço exclusivo para que as pessoas com deficiência pudessem acompanhar de perto as apresentações. A festividade também teve como destaque o espaço ‘Acalmar’, uma sala sensorial inclusiva voltada para crianças com TEA, em parceria com a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão.
Segurança reforçada
Para proporcionar segurança ao público, a festa teve o apoio das viaturas da Polícia Militar, das Rondas Especiais e Controle das Multidões (Recom) da Polícia Militar, além dos agentes da Guarda Municipal distribuídos em pontos estratégicos para terem uma ampla visualização.
O evento teve a atuação também do setor de Conservação da autarquia Serviços de Obras de Maricá (Somar), da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, que distribuiu pulseirinhas de identificação para crianças, e da fiscalização de Posturas, que proibia a entrada de garrafas de vidro na área do evento.
Espaço gastronômico e feira de artesanato
Na arena da Barra foi montada a vila gastronômica, com um diversificado cardápio para todos os gostos. No mesmo espaço, a feira de artesanato da Feirarte marcou presença com os feirantes vendendo seus produtos fabricados de forma manual. Entre as confecções estavam materiais da indústria têxtil como: vestidos, sandálias, toucas, camisas, bolsas até peças ornamentais feitas com conchas.
Shows de Vitinho e Alceu Valença
A programação dos 211 anos continua no domingo (25) com o pagode do ‘prata da casa’ Baby do Cavaco (19h30) e do cantor Vitinho (22h). Na segunda-feira (26), Betinho Bahia e Ismayer Alves abrem as comemorações do aniversário às 20h, com o show principal de Alceu Valença às 22h.
O mundo da fotografia e do ambientalismo perdeu um de seus maiores expoentes na última sexta-feira, 23 de maio de 2025. Sebastião Salgado, o renomado fotógrafo brasileiro, faleceu aos 81 anos em Paris, cidade que adotou como lar por décadas, deixando um vazio imensurável, mas também um legado que transcende suas imagens icônicas. Nascido em Aimorés, Minas Gerais, em 8 de fevereiro de 1944, Sebastião Salgado construiu uma trajetória singular, marcada por um olhar profundo sobre a condição humana e um compromisso inabalável com a dignidade e a preservação do planeta. Sua obra, inteiramente em preto e branco, não apenas documentou as dores e as belezas do mundo, mas também se tornou um poderoso instrumento de conscientização e transformação social.
Inicialmente trilhando um caminho acadêmico na Economia, com graduação pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestrado na USP e doutorado na Universidade de Paris, a vida de Sebastião Salgado tomaria um rumo inesperado. Foi durante suas viagens a trabalho pela África, enquanto atuava na Organização Internacional do Café em Londres no início dos anos 1970, que a fotografia entrou em sua vida, inicialmente como um hobby, utilizando a câmera Leica de sua esposa, Lélia Wanick Salgado. A paixão foi avassaladora. Em 1973, ele abandonou a carreira de economista para se dedicar integralmente ao fotojornalismo, retornando a Paris e iniciando uma jornada que o levaria a mais de 120 países, registrando momentos cruciais da história humana e da natureza.
Os primeiros anos como fotógrafo profissional viram Sebastião Salgado colaborar com agências prestigiadas como Sygma, Gamma e, posteriormente, a lendária Magnum Photos, fundada por nomes como Henri Cartier-Bresson. Seu talento logo se destacou. Um momento decisivo ocorreu em 1981, quando, trabalhando para o The New York Times, foi o único fotógrafo a registrar o atentado contra o presidente americano Ronald Reagan. As imagens rodaram o mundo e o reconhecimento internacional abriu portas para seus projetos autorais de longo prazo, que se tornariam sua marca registrada.
O primeiro grande projeto autoral de Sebastião Salgado, “Outras Américas” (1986), mergulhou na vida dos camponeses e indígenas da América Latina, revelando a força e a resiliência de povos muitas vezes esquecidos. No mesmo ano, em colaboração com a organização Médicos sem Fronteiras, ele documentou a devastadora seca na região do Sahel, na África, resultando no impactante “Sahel: O Homem em Agonia”. Esses trabalhos iniciais já demonstravam a profundidade de seu olhar e seu compromisso em dar voz aos marginalizados.
Entre 1986 e 1992, Sebastião Salgado dedicou-se a um de seus projetos mais ambiciosos: “Trabalhadores”. Viajando pelo mundo, ele registrou a dignidade e a dureza do trabalho manual em diversas culturas, numa época em que a globalização e a tecnologia começavam a transformar radicalmente as relações de trabalho. As imagens de mineiros em Serra Pelada, no Brasil, tornaram-se emblemáticas dessa série, mostrando a escala épica e as condições desumanas da busca pelo ouro. A publicação de “Trabalhadores” consolidou Sebastião Salgado como um mestre da fotografia documental.
Na década de 1990, o foco de Sebastião Salgado voltou-se para o drama humano das migrações e dos refugiados. O projeto “Êxodos” (publicado em 2000) levou-o a acompanhar o deslocamento de milhões de pessoas fugindo de guerras, fome e pobreza em diferentes continentes. Suas fotografias, carregadas de empatia, expuseram a escala global dessa crise humanitária. Na introdução do livro, Sebastião Salgado escreveu palavras que ecoam a essência de sua visão: “Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…”
Após testemunhar tanta dor e destruição ao redor do mundo, especialmente o genocídio em Ruanda, Sebastião Salgado entrou em um período de profunda reflexão e desilusão com a humanidade. Foi um retorno às suas origens, à fazenda da família em Aimorés, que o impulsionou para um novo caminho. A terra, antes rica em Mata Atlântica, estava devastada pela exploração. Diante desse cenário desolador, ele e sua esposa, Lélia Wanick Salgado, decidiram agir.
Nascia assim, em 1998, o Instituto Terra, uma organização não governamental dedicada à recuperação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. A antiga Fazenda Bulcão, com seus mais de 600 hectares degradados, tornou-se o berço de um ambicioso projeto de reflorestamento da Mata Atlântica. Com o apoio fundamental de parceiros, incluindo a Vale, Sebastião Salgado e Lélia mobilizaram esforços para plantar milhões de mudas de espécies nativas, muitas produzidas nos viveiros do próprio instituto. O resultado, ao longo de mais de duas décadas, é um testemunho inspirador do poder da restauração ecológica: a paisagem árida deu lugar a uma floresta viçosa, com o retorno de nascentes e de centenas de espécies da fauna e flora, incluindo algumas ameaçadas de extinção. O Instituto Terra tornou-se um centro de referência em educação ambiental e recuperação de áreas degradadas, expandindo sua atuação e conhecimento, inclusive no projeto de recuperação da bacia do Rio Doce após o desastre de Mariana. Este projeto ambiental é, sem dúvida, uma das maiores obras de Sebastião Salgado, um legado tão poderoso quanto suas fotografias.
Essa imersão na natureza e o sucesso do Instituto Terra inspiraram os projetos fotográficos seguintes de Sebastião Salgado. “Gênesis” (iniciado em 2004 e publicado em 2013) foi uma ode ao planeta intocado, uma busca por paisagens, animais e povos que vivem em harmonia com o meio ambiente, longe das marcas da sociedade moderna. Foi uma celebração da beleza e da fragilidade da Terra, um contraponto às duras realidades que ele havia documentado anteriormente. Mais recentemente, com “Amazônia” (2021), Sebastião Salgado voltou seu olhar para a maior floresta tropical do mundo, registrando sua imensidão, a vida de comunidades indígenas e alertando para os riscos do desmatamento e das mudanças climáticas.
Ao longo de sua carreira de mais de cinco décadas, Sebastião Salgado acumulou inúmeros prêmios e reconhecimentos internacionais, como o Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes, o W. Eugene Smith Grant in Humanistic Photography e o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão. Foi membro da Academia de Belas-Artes da França, Embaixador da Boa Vontade da UNICEF e uma voz ativa em causas humanitárias e ambientais. Seu trabalho foi tema do aclamado documentário “O Sal da Terra” (2014), dirigido por seu filho, Juliano Ribeiro Salgado, e pelo cineasta Wim Wenders, que levou sua história e suas imagens a um público ainda maior.
A morte de Sebastião Salgado, em decorrência de complicações de uma malária contraída anos antes na Indonésia, encerra a jornada terrena de um homem que viveu intensamente, com a câmera como extensão de seus olhos e de sua alma. Mas seu legado permanece. Suas fotografias continuarão a nos confrontar, a nos emocionar e a nos inspirar a olhar para o outro e para o planeta com mais empatia e responsabilidade. Sebastião Salgado não foi apenas um fotógrafo; foi um contador de histórias, um humanista, um defensor da Terra. Sua obra é um patrimônio da humanidade, um chamado à reflexão e à ação, tão relevante hoje quanto no momento em que cada imagem foi capturada.
Na poesia de Paulinho da Viola, o mar é símbolo de amor, travessia, destino e beleza. Com essa aura única que marca suas canções, o mestre do samba e do choro chega à Praia de São Francisco no sábado, 14 de junho, para uma apresentação gratuita da turnê “Quando o Samba Chama”. O espetáculo reúne sambas que há anos não são levados ao palco, grandes sucessos do artista, composições de outros nomes consagrados e participações especiais que prometem emocionar o público. O evento é uma realização da Prefeitura de Niterói, por meio da Coordenadoria de Gestão de Eventos, com apoio da Fundação de Arte de Niterói (FAN) e da Secretaria Municipal das Culturas (SMC); com o patrocínio da Águas de Niterói.
Esta edição do Circuito Quatro Estações da Música terá início às 18h, com uma programação que também inclui show da Orquestra de Sopros do Programa Aprendiz Musical, além de apresentações da cantora Andrea Beat acompanhada de Davi do Samba, e da DJ Cris Pantoja, que comanda os intervalos.
“Paulinho da Viola é um ícone da nossa música popular e é uma honra para Niterói receber esse show tão especial, acessível a todos. Nosso Circuito Quatro Estações da Música valoriza a cultura e promove encontros que fortalecem nossa identidade e tradição musical, além de abrir espaço para artistas da cidade”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.
Com o artista perto de completar seis décadas de carreira, o show é uma celebração à trajetória de Paulinho da Viola e sua profunda ligação com o samba. O mar, tema recorrente em suas composições, ganha destaque em um repertório que resgata músicas há muito tempo ausentes dos palcos. Canções como “Mar Grande”, “Cidade Submersa”, “Timoneiro”, “Pra Jogar no Oceano” e “Argumento” serão revisitadas, ao lado de clássicos como “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”, “Onde a Dor Não Tem Razão” e “Pecado Capital”.
Outro momento especial do show será a participação de Bia Rabello, filha de Paulinho. Cantora, ela presta uma homenagem às mulheres e às sambistas do Brasil. João Rabello, filho do músico e exímio violonista, também integra a apresentação.
A abertura da noite fica por conta da Orquestra de Sopros do Programa Aprendiz Musical, composta por cerca de 40 jovens e focada em instrumentos de madeira, metais e percussão. A apresentação contará com a participação especial das cantoras Nanda Garcia e Anibale. O Aprendiz Musical, maior programa de musicalização em escolas públicas do país, conta com cerca de 10 mil crianças e jovens de até 24 anos em Niterói, com aulas gratuitas e instrumentos disponibilizados pela Prefeitura.
Na sequência, a cantora Andrea Beat assume o palco ao lado de Davi do Samba. Andrea já dividiu microfone com nomes como Xande de Pilares, Diogo Nogueira e Grupo Revelação. Davi também tem trajetória marcada por grupos tradicionais do samba como Família Clarão, Sambaí e o próprio Revelação. A DJ Cris Pantoja garante a animação entre os shows.
SERVIÇO
Circuito Quatro Estações da Música
Atrações: Orquestra de Sopros do Programa Aprendiz Musical, Andrea Beat e Davi do Samba, Paulinho da Viola, com DJ Cris Pantoja nos intervalos
Data: 14/06
Hora: 18h
Local: Praia de São Francisco
A Prefeitura de Niterói, por meio da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), abriu inscrições para mais uma edição do Niterói Ecotur Sem Barreiras, uma experiência única de conexão com a natureza e aprendizado ao ar livre. A atividade acontecerá na sexta-feira (30), na trilha Bosque dos Eucaliptos, no Parque da Cidade, que fica no Morro da Viração, São Francisco. O ponto de encontro será na sede do Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit), ao lado do Bistrô Parque. A atividade começa às 9h.
O projeto Niterói Ecotur Sem Barreiras foi desenvolvido pela Prefeitura de Niterói, em parceria com a Coordenadoria de Acessibilidade, Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, além do Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM). O objetivo é tornar o ecoturismo acessível a pessoas com dificuldade de locomoção e outras deficiências em trilhas guiadas com equipamentos adaptados. Nessas trilhas acessíveis, os participantes contam com o apoio de um equipamento específico chamado “Julietti”, uma cadeira adaptada para trilhas que facilita o deslocamento em terrenos irregulares com o auxílio de condutores capacitados.
A trilha do Bosque dos Eucaliptos é uma das mais acessíveis do Parque da Cidade: um percurso leve cercado por mata e paisagens deslumbrantes. Durante o trajeto, os participantes poderão apreciar a sombra dos eucaliptos e desfrutar de mirantes naturais com vistas incríveis da orla de Niterói e da Baía de Guanabara.
A caminhada é curta, ideal para todas as idades e perfeita para quem busca se conectar com a natureza. Para saber quais trilhas possuem esse recurso, basta procurar o carimbo de “acessível” na descrição de cada passeio. A iniciativa tem como objetivo promover a inclusão na cidade de Niterói.
A ação oferece à população niteroiense e aos turistas passeios gratuitos e guiados pelas trilhas da cidade, com inscrição prévia pelo site. O projeto é realizado duas vezes por mês. Para participar, acesse o site: https://visit.niteroi.br/niteroiecotur.
A Empresa Pública de Transportes (EPT) anunciou uma nova linha de ônibus que fará o itinerário Centro x Manu Manuela, via São José de Imbassaí (E16), e a expansão da linha E10A para a Baixada Mineira. Esses são alguns dos principais pedidos feitos por meio da Ouvidoria da EPT. As novas ações estão programadas para iniciar a partir da próxima terça-feira, 27 de maio.
Essa ação mostra o compromisso da EPT com a população maricaense, oferecendo mais linhas de ônibus, evitando superlotações em seus coletivos e alcançando novas localidades, que vêm aumentando consideravelmente o número de moradores.
Novo trajeto – Ida: Rodoviária – Av. Roberto Silveira – RJ 106 (sentido Saquarema) – Estrada Antônio Callado – Av. Park Way – Rua 120 – Rua 119 – Av. F – Av. do Contorno – Av. Braulino Venâncio da Costa.
Volta: Av. do Contorno – Praça de Bambuí – Av. do Contorno – Av. F – Rua 119 – Rua 120 – Av. Park Way – Estrada Antônio Callado – RJ 106 (sentido Niterói) – Retorno Km 30 – RJ 106 (sentido Saquarema) – Av. Roberto Silveira – Rua Mário Lopes Fontoura – Rua Ver. Luiz Antônio da Cunha – Rodoviária.
Card: EPT
SOBRE A EPT
A Empresa Pública de Transportes (EPT) é a entidade responsável pela gestão e operação do sistema de transporte público municipal em Maricá, no estado do Rio de Janeiro. Sua principal característica e notoriedade vêm da implementação do programa Tarifa Zero, que garante o acesso gratuito da população aos ônibus municipais, conhecidos popularmente como “Vermelhinhos. A EPT foi estabelecida com o objetivo central de revolucionar a mobilidade urbana na cidade, oferecendo um serviço de transporte coletivo acessível e de qualidade para todos os cidadãos.
A criação da EPT marcou um momento significativo para Maricá em 2014, concretizando o projeto de ônibus com gratuidade. A empresa foi formalmente instituída pela Lei Complementar nº 244, em 11 de setembro de 2014. Pouco tempo depois, em 18 de dezembro do mesmo ano, a Prefeitura inaugurou a operação dos ônibus gratuitos, com a primeira viagem dos “Vermelhinhos”, consolidando o início de uma nova era no transporte público da cidade.
A Maricá Filmes marca presença pela terceira vez consecutiva no Rio2C, maior evento de criatividade de América Latina. A edição deste ano acontece entre 27 de maio 1º de junho, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.
Com um stand voltado para a Maricá Filmes, dedicado a promover a primeira plataforma de streaming pública do país, os projetos e as iniciativas do município para o audiovisual, e a realização de dois painéis de debate de alto nível, a cidade reforça seu engajamento ativo no fomento do desenvolvimento criativo e seu compromisso em se tornar uma referência para a cultura e a inovação no cenário nacional.
“Para nós, a ida ao Rio2C é o reconhecimento de que Maricá está na área audiovisual do país. Cada vez investimos mais em cultura e o Festival é parte do nosso início e é fundamental para os projetos na cidade”, declarou Claudio Gimenez, presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM).
Os dois painéis programados proporcionarão momentos de aprendizado, troca de experiências e inspiração para todos os participantes do evento, destacando o potencial inovador de Maricá.
O que vai rolar?
Na terça-feira (28/05), o foco se volta para o setor audiovisual com a discussão sobre as “Lacunas existentes entre a formação acadêmica e as práticas do mercado audiovisual”. O debate contará com a expertise de Patrícia Koslinski, Luciano Vidigal, Hsu Chien e Ana Angel, que compartilharão suas vivências e reflexões sobre a necessidade de um diálogo mais efetivo entre a academia e um mercado em constante transformação.
A mediação ficará por conta de Ana Abreu e trará como fio condutor a experiência bem-sucedida da Incubadora de Inovação Social em Cultura de Maricá, que oferece formação gratuita e qualificada na área audiovisual e exemplifica o compromisso do município em preparar profissionais para as demandas do mercado, fomentando o desenvolvimento do setor criativo local.
“Participar mais uma vez da Rio2C é motivo de muita satisfação. Esse painel demonstra que o nosso compromisso em preparar profissionais está tendo resultados positivos. É fundamental que continuemos a fomentar esse diálogo e a investir na capacitação dos talentos locais”, disse a gerente-geral da Incubadora em Cultura, Mariana Figueiredo.
Na sexta-feira (30/05), o painel será com Milton Cunha, AD Júnior e Gabriela Lopes sobre “Maricá, cidade das utopias e do Carnaval”. Com mediação de Aydano André Motta, o debate aprofundará a compreensão do Carnaval para além da festa, explorando seu papel como estratégia de desenvolvimento criativo, linguagem expressiva, manifestação cultural e ferramenta política.
O painel trará à tona a importância de fortalecer as identidades locais, valorizar os saberes construídos coletivamente e promover práticas sustentáveis. O objetivo central é evidenciar o poder da cultura na edificação de cidades vibrantes, participativas e verdadeiramente conectadas com sua essência.
A presença contínua de Maricá no Rio2C não apenas demonstra o crescente potencial das iniciativas culturais da cidade, mas também consolida o município como um centro de criatividade e inovação em constante ascensão.
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