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    terça-feira, março 17, 2026
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    Guerra no Oriente Médio: Catar abate caças iranianos

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    A Força Aérea do Catar anunciou nesta segunda-feira (2) o abate de dois caças iranianos Sukhoi-24 que teriam invadido seu espaço aéreo

    A Força Aérea do Catar anunciou nesta segunda-feira (2) o abate de dois caças iranianos Sukhoi-24 que teriam invadido seu espaço aéreo. O incidente marca uma escalada significativa nas tensões já elevadas no Oriente Médio, após uma série de ataques e retaliações na região.

    De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa catari, além dos caças, foram interceptados sete mísseis balísticos e cinco drones provenientes do Irã. As autoridades do Catar afirmaram que os drones iranianos também atacaram instalações energéticas no país, bem como na Arábia Saudita.

    O governo iraniano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido. Este episódio surge em um contexto de crescente instabilidade, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte de figuras importantes do governo teocrático, incluindo o aiatolá Ali Khamenei.

    Em resposta a esses ataques, Teerã iniciou uma série de retaliações contra bases norte-americanas e alvos em diversos países do Oriente Médio, como Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Israel. A derrubada dos caças iranianos pelo Catar adiciona uma nova camada de complexidade a este cenário já volátil, levantando preocupações sobre a possibilidade de uma escalada ainda maior no conflito regional.

    Operação Mulheres: homem que descumpriu medida protetiva em Maricá é detido

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    Na manhã do último domingo, 1º de março, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizou a Operação Mulheres em Maricá

    Na manhã do último domingo, 1º de março, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizou a Operação Mulheres em Maricá e deteve um homem acusado de descumprir uma medida protetiva.

    De acordo com informações, o homem, de 34 anos, descumpriu uma ordem judicial que proibia contato e aproximação da vítima. Vale destacar que ele enviava constantemente mensagens com ameaças.

    A ação contou com a participação de agentes da Delegacia de Maricá (82ª DP). A operação tem como objetivo combater a violência doméstica.

    O detido segue no sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

    Maricá conecta turismo e desenvolvimento econômico com novos acordos durante feira em Portugal

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    A Prefeitura de Maricá encerrou no sábado (01/03) a participação na 36ª edição da Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), em Lisboa, uma das feiras de turismo mais relevantes da Europa

    A Prefeitura de Maricá encerrou no sábado (01/03) a participação na 36ª edição da Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), em Lisboa, uma das feiras de turismo mais relevantes da Europa. O balanço é positivo, com avanço de agendas estratégicas nas frentes de promoção turística, economia criativa e desenvolvimento econômico.

    A presença da cidade no evento reforçou o posicionamento internacional de Maricá como destino e como plataforma de atração de investimentos e novos negócios. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, assinou um termo de cooperação com a Fábrica de Conservas de Murtosa (Comur), tradicional indústria portuguesa de pescados, para implantar no município um projeto de produção de enlatados com espécies brasileiras.

    “É a economia da pesca saindo de Maricá para o mundo. Vamos vender essas belíssimas latas com peixes maricaenses em todos os cantos. Estamos colocando nossa cidade no mapa do mundo gerando emprego e renda para as famílias”, afirmou Quaquá. Entre os itens previstos estão espécies típicas do Brasil, como pirarucu e tucunaré, além de mexilhões e tilápias.

    A estimativa é de produção anual de até 5 milhões de unidades, com transferência de tecnologia e conhecimento industrial do grupo português, criando uma nova frente para a indústria alimentícia local e fortalecendo a cadeia produtiva do pescado. O projeto prevê, ainda, que as embalagens tragam referências culturais e turísticas de Maricá, para reforçar o potencial do produto também como item de lembrança e divulgação do destino.

    Promoção turística e atração de novos negócios

    Além do acordo, a agenda institucional na BTL envolveu apresentação do portfólio turístico de Maricá, ativações culturais no estande e prospecção junto ao mercado internacional. O presidente da MARÉ, Antônio Grassi, ressaltou que os resultados da feira vão orientar uma etapa posterior de aprofundamento e maturação das negociações abertas em Lisboa.

    “Já estamos estruturando um relatório completo com os contatos realizados, encaminhamentos e propostas identificadas durante a missão. A avaliação geral é de que a participação foi muito produtiva, ampliando a visibilidade de Maricá e consolidando caminhos para cooperação e atração de investimentos no setor de turismo e economia criativa”, disse o presidente da Maricá, Arte, Roteiros e Experiências (MARÉ), Antônio Grassi.

    No balanço da missão, Grassi também destacou que a participação na feira abriu frentes de diálogo nas áreas de vinhos e enoturismo (com potencial conexão com a Universidade do Vinho) e apontou ainda oportunidades ligadas a pousadas, meios de hospedagem e ao desenvolvimento de experiências turísticas integradas.

    Niterói participa de reunião de apresentação do Programa Sentinela

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    A Prefeitura de Niterói participou, nesta segunda-feira (02), da reunião de apresentação e alinhamento do Programa Sentinela, iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro que prevê a implantação do maior projeto de tecnologia aplicada à segurança pública da América Latina.

    A Prefeitura de Niterói participou, nesta segunda-feira (02), da reunião de apresentação e alinhamento do Programa Sentinela, iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro que prevê a implantação do maior projeto de tecnologia aplicada à segurança pública da América Latina. O encontro reuniu representantes das forças de segurança estaduais, o secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, o secretário executivo de Niterói, Felipe Peixoto, que representou o prefeito Rodrigo Neves, e representantes da prefeitura de São Gonçalo.

    O Sentinela vai integrar os 92 municípios fluminenses por meio da instalação de mais de 200 mil câmeras e dispositivos de última geração. A iniciativa busca ampliar o monitoramento urbano, fortalecer a governança e aprimorar a atuação das forças de segurança com uso intensivo de tecnologia.

    Para Niterói, está prevista a instalação de 3.247 câmeras, além de postes e estruturas de suporte. A distribuição leva em conta critérios técnicos como densidade demográfica, frota de veículos e incidência criminal.

    “Niterói já possui um sistema de monitoramento robusto e integrado, que tem sido fundamental para reduzir de forma consistente os indicadores de roubos e furtos na cidade. Esses resultados são fruto de investimento em tecnologia e, principalmente, da integração entre as forças de segurança. Hoje contamos com o maior Proeis do estado. A ampliação com mais 3.247 câmeras, por meio da parceria com o Governo do Estado, chega em boa hora e vai fortalecer ainda mais essa atuação conjunta, permitindo avançar na melhoria dos indicadores”, afirmou o secretário executivo, Felipe Peixoto.

    O secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, destacou que o programa vai ampliar a integração entre Estado e municípios e aumentar a capacidade investigativa.

    “A experiência recente em Niterói já demonstrou a importância do monitoramento integrado. O Programa Sentinela vem para potencializar esse tipo de resposta, fortalecendo as investigações de homicídios, roubos de veículos e roubos de cargas. Com a ampliação da estrutura e a integração das delegacias especializadas, vamos avançar ainda mais no enfrentamento ao crime organizado e oferecer uma resposta mais rápida e eficiente à população”, analisou o delegado Felipe Curi.

    O programa está estruturado em cinco eixos: cidades inteligentes; inovação operacional das forças de segurança; privacidade e sigilo de dados; interatividade e conectividade entre os sistemas; e governança com participação social.

    Entre os equipamentos previstos estão câmeras fixas e de leitura de placas (LPR), bases móveis, balanças digitais para pesagem de caminhões em movimento, scanners de carga e 182 centros de controle, que serão distribuídos entre prefeituras e órgãos de segurança. A proposta do Estado é fornecer os equipamentos em regime de comodato, cabendo aos municípios a instalação, manutenção e conectividade, evitando sobreposição com estruturas já existentes.

    Centro de Apoio ao Paciente Oncológico amplia credenciamento de empresas e salões parceiros em Saquarema

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    A Prefeitura de Saquarema, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, vem realizando uma importante ação de fortalecimento da rede de apoio aos pacientes oncológicos do município

    A Prefeitura de Saquarema, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, vem realizando uma importante ação de fortalecimento da rede de apoio aos pacientes oncológicos do município. O Centro de Apoio ao Paciente Oncológico – CAPO está promovendo o credenciamento de empresas e salões parceiros, ampliando a rede de solidariedade e benefícios destinados aos quase 600 pacientes assistidos atualmente pelo programa.

    A iniciativa busca integrar estabelecimentos do município que desejam contribuir de forma direta com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas em tratamento contra o câncer. Os salões de beleza parceiros participam por meio da arrecadação de cabelos para a confecção de perucas, ação que tem impacto significativo na autoestima e no processo de enfrentamento da doença. Já as empresas credenciadas oferecem descontos especiais em produtos e serviços, garantindo mais suporte e alívio financeiro aos pacientes neste momento delicado.

    Parceiros cadastrados

    Entre os parceiros já cadastrados estão a Drogaria Alexandre, que oferece até 90% de desconto em medicações; o CT Léo Rocha, com 50% de desconto na mensalidade da academia; o SPA da Beleza, que realiza doação de cabelos; e o Studio Beauty, também participante na doação de cabelos para confecção de perucas.

    A Secretaria Municipal da Mulher reforça que empresas interessadas em se tornar parceiras podem entrar em contato diretamente com o CAPO para realizar o cadastro e integrar essa rede de cuidado e solidariedade. A iniciativa fortalece o compromisso da Prefeitura com o acolhimento, a dignidade e o cuidado integral às pessoas em tratamento oncológico em Saquarema.

    Os serviços

    O CAPO oferece diversos serviços para os pacientes, moradores da cidade, que estão realizando tratamento contra o câncer. Entre os serviços oferecidos estão atendimento social, jurídico e psicológico, com o intuito de fortalecer os laços entre os pacientes diagnosticados, proporcionar acolhimento, prestar informações e possibilitar maior envolvimento em atividades preventivas e sociais. O Centro também busca esclarecer sobre os direitos do paciente e melhorar sua condição de vida, com objetivo de fortalecer sua autoestima.

    Para os pacientes em vulnerabilidade social, o CAPO garante o cadastro em programas sociais e a entrega semanal de quase 50 cestas de alimentos orgânicos, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pesca. O atendimento inclui, ainda, aulas de yoga, dança, oficinas de turbantes e parcerias para doação de cabelos e lenços. Os assistidos recebem, também, uma carteirinha que garante descontos em farmácias e salões de beleza da cidade, além de kits com óleos para alívio de dores e suplemento alimentar.

    O Centro de Apoio ao Paciente Oncológico – CAPO fica localizado na sede da Secretaria Municipal da Mulher à qual é vinculado, na Rua Estudante Elcira de Oliveira Coutinho, 16, em Bacaxá (esquina da Ricamar Pneus). O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e o telefone para contato é (22) 99906-7001.

    Guerra no Oriente Médio: entenda a causa da “guerra aberta” entre Paquistão e Afeganistão

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    A madrugada de 27 de fevereiro de 2026 marcou um ponto de inflexão nas relações entre Paquistão e Afeganistão

    A madrugada de 27 de fevereiro de 2026 marcou um ponto de inflexão nas relações entre Paquistão e Afeganistão. Após semanas de tensão crescente na fronteira, o governo paquistanês cruzou uma linha e declarou “guerra aberta” contra seu vizinho. Pouco depois da declaração do ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, bombardeiros paquistaneses atingiram a capital afegã, Cabul, além das províncias de Kandahar e Paktika. O Talibã respondeu com ataques de drones contra instalações militares paquistanesas. O que começou como uma série de confrontos na fronteira evoluiu para um conflito.

    A escalada atual não surgiu do nada. Ela é resultado de meses de acusações mútuas, ataques terroristas crescentes e uma deterioração progressiva das relações entre dois países que, apenas alguns anos atrás, eram aliados próximos. Para entender como chegamos a este ponto, é necessário voltar à história recente desses dois vizinhos e aos interesses estratégicos que os movem.

    Uma Aliança que Desabou

    A história entre Paquistão e Afeganistão é marcada por uma aliança que nasceu da geopolítica da Guerra Fria e sobreviveu durante décadas. O Paquistão foi um dos principais arquitetos da ascensão do Talibã no Afeganistão nos anos 1990, ajudando o movimento fundamentalista a estabelecer seu regime. Essa ação tinha um propósito estratégico claro: conferir ao Paquistão uma “profundidade estratégica” em sua rivalidade histórica com a Índia, seu vizinho oriental e rival geopolítico de longa data.

    Quando o Talibã retomou o poder no Afeganistão em 2021, após a retirada das tropas americanas, o Paquistão saudou o retorno do grupo. O então primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, declarou que os afegãos haviam “quebrado as correntes da escravidão”. Parecia que a aliança antiga seria renovada. Mas essa esperança durou pouco.

    As relações começaram a se deteriorar rapidamente, e os sinais de ruptura vieram de uma fonte inesperada: a Índia. A partir de 2022, o Afeganistão começou a receber ajuda humanitária da Índia. Esse gesto evoluiu para uma aproximação diplomática mais ampla, culminando em um encontro formal e anúncio de parcerias entre os dois países em outubro de 2025. Para o Paquistão, essa aproximação era uma traição. A Índia, rival histórica do Paquistão, estava se tornando um parceiro estratégico do Afeganistão. O ministro paquistanês da Defesa não hesitou em acusar o Talibã de transformar o Afeganistão em uma “colônia da Índia”.

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    O Problema do Talibã Paquistanês

    Mas a questão da Índia é apenas parte da história. O verdadeiro ponto de discórdia está em um grupo militante chamado Tehreek-e-Taliban Pakistan, ou TTP, conhecido popularmente como o Talibã Paquistanês. Esse grupo é responsável por uma onda de violência que vem crescendo exponencialmente no Paquistão desde que o Talibã afegão chegou ao poder.

    O TTP foi formado em 2007 por militantes que atuavam no noroeste do Paquistão. Seu objetivo é impor um modelo de governo islâmico rígido, similar ao do Talibã afegão, ao Paquistão. Ao longo de sua existência, o grupo tem promovido ataques contra mercados, mesquitas, aeroportos, bases militares e postos de polícia. Um de seus ataques mais terríveis ocorreu em 2012, quando seus membros dispararam contra a então estudante Malala Yousafzai, que anos depois receberia o Prêmio Nobel da Paz.

    Nos últimos meses, a intensidade dos ataques do TTP aumentou dramaticamente. No início de fevereiro de 2026, um ataque suicida a uma mesquita xiita no Paquistão matou 31 pessoas e deixou outras 130 feridas. Em novembro do ano anterior, após três anos sem ataques à capital, um homem-bomba matou 12 pessoas e feriu 27 em frente a um tribunal. Semanas antes dos bombardeios de fevereiro, militantes emboscaram um veículo policial e atacaram um posto de controle, matando sete policiais e dois civis. Esses ataques foram reivindicados pelo TTP.

    O Paquistão culpa o Afeganistão por abrigar a liderança do TTP e muitos de seus combatentes. Paquistão afirma que o grupo usa o território afegão como base para planejar e executar ataques contra alvos paquistaneses. O governo também acusa o Afeganistão de permitir que insurgentes separatistas da província de Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, usem o país como refúgio. A província de Baluchistão é palco de conflitos violentos há décadas, alimentados por disputas por recursos naturais e sentimentos separatistas.

    Cabul nega repetidamente essas acusações. O governo afegão insiste que não permite o uso de seu território para ataques contra o Paquistão. Em contrapartida, Cabul acusa Paquistão de abrigar combatentes do Estado Islâmico, rival do Talibã e responsável por vários atentados terroristas no Afeganistão. O Paquistão nega essa acusação.

    A Escalada Recente

    A escalada atual começou com uma série de ataques em fevereiro. No sábado, dia 21, o Paquistão realizou ataques aéreos contra alvos que, segundo o país, eram militantes responsáveis por uma série de atentados suicidas recentes. Paquistão afirmou que o ataque matou pelo menos 70 terroristas. Cabul e as Nações Unidas, porém, disseram que pelo menos 13 civis foram mortos e que o ataque violou a soberania e o espaço aéreo afegão. O porta-voz do governo talibã chamou a ação de “ato terrorista”.

    Nos dias seguintes, o TTP intensificou seus ataques no Paquistão. Na terça-feira, dia 24, militantes emboscaram um veículo policial e um homem-bomba atacou um posto de controle. Uma semana antes, um cidadão afegão ligado ao TTP matou 11 membros das forças de segurança paquistanesas e dois civis no distrito de Bajaur.

    Esses ataques foram o estopim. Na quinta-feira, 26 de fevereiro, o ministro paquistanês da Defesa declarou: “Nossa paciência chegou ao limite. A partir de agora, é guerra aberta entre nós e vocês”. Poucas horas depois, bombardeiros paquistaneses atacaram Cabul e outras cidades afegãs. O Talibã respondeu com ataques de drones.

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    O Cessar-Fogo Frágil

    É importante notar que esse não foi o primeiro confronto grave entre os dois países. Em outubro de 2025, confrontos na fronteira deixaram dezenas de mortos. Naquela ocasião, um cessar-fogo foi negociado com a mediação de Turquia, Catar e Arábia Saudita. A trégua foi frágil desde o início, marcada por repetidos confrontos e fechamentos de fronteira que prejudicaram o comércio e a circulação de pessoas entre os dois países.

    O Paquistão queixa-se de que o cessar-fogo não durou porque o Afeganistão continuou permitindo ataques militantes contra seu território. O governo paquistanês também iniciou uma ampla repressão contra migrantes afegãos a partir de outubro de 2023, expulsando milhões de refugiados que haviam se estabelecido no país. Muitos desses refugiados nasceram no Paquistão décadas atrás e haviam construído vidas inteiras ali. Apenas no ano passado, 2,9 milhões de pessoas retornaram ao Afeganistão, segundo a agência da ONU para refugiados.

    O Desequilíbrio Militar

    Uma questão que permeia toda essa análise é o desequilíbrio militar entre os dois países. O Paquistão é uma potência nuclear desde os anos 1950, com um arsenal estimado em 170 ogivas nucleares. Seu exército é significativamente maior e mais bem equipado que o do Afeganistão. O Paquistão possui mais de 600 mil soldados em atividade, aproximadamente 6 mil veículos blindados de combate e cerca de 400 aeronaves de combate. Além disso, continua investindo em modernização de suas forças naval e aérea.

    O Talibã, por sua vez, mantém um efetivo de aproximadamente 172 mil soldados, menos de um terço do contingente paquistanês. O grupo não possui uma força aérea significativa, contando apenas com seis aeronaves e 23 helicópteros, cuja condição operacional é questionável. As capacidades militares do Talibã estão em declínio, também devido à falta de apoio internacional.

    Essa disparidade de poder levou analistas a prever que o conflito não será prolongado. O Paquistão provavelmente intensificará sua campanha militar contra o TTP no Afeganistão, enquanto a retaliação afegã deve vir na forma de ataques a postos de fronteira e operações de guerrilha contra forças de segurança paquistanesas.

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    O Caminho Adiante

    Com as tensões em seu pico, a comunidade internacional está observando atentamente. Pesquisadores que acompanham a situação sugerem que haverá pressão tanto sobre o Paquistão quanto sobre o Afeganistão para cessarem as hostilidades e buscarem uma solução diplomática. Mas essa tarefa se mostra extremamente difícil. Ambos os lados já tentaram negociar soluções diplomáticas no passado, e essas tentativas tiveram sucesso limitado.

    O que está em jogo é significativo para ambos os países. O Paquistão enfrenta uma onda crescente de violência militante que desestabiliza sua segurança interna. O Afeganistão, já devastado por décadas de conflito, não pode se permitir uma guerra aberta com seu vizino bem mais poderoso. A comunidade internacional, particularmente as Nações Unidas, tem interesse em evitar uma escalada que pudesse desestabilizar ainda mais uma região já frágil.

    O conflito entre Paquistão e Afeganistão é, em sua essência, uma história de aliados que se tornaram inimigos, alimentada por rivalidades regionais, grupos militantes transnacionais e interesses geopolíticos conflitantes. A declaração de “guerra aberta” marca um novo capítulo nessa história, com consequências que ainda estão por se desenrolar.

    Guerra no Oriente Médio: Kuwait abate três caças F-15 do Estados Unidos em meio a tensões

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    As defesas aéreas do Kuwait abateram acidentalmente três caças F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos

    As defesas aéreas do Kuwait abateram acidentalmente três caças F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos. O episódio ocorreu no final da noite de domingo, 1º de março de 2026, durante a Operação Epic Fury, uma campanha militar liderada pelos EUA contra o Irã.

    O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou o ocorrido, descrevendo-o como um “aparente caso de fogo amigo”. Segundo o comunicado oficial, os jatos americanos foram atingidos por engano pelas defesas antiaéreas kuwaitianas em meio a intensos combates, que incluíam ataques de aeronaves iranianas, mísseis balísticos e drones. Felizmente, os tripulantes dos três caças conseguiram ejetar com segurança e foram resgatados, encontrando-se em condição estável.

    O Ministério da Defesa do Kuwait reconheceu o incidente, e o CENTCOM expressou gratidão pelos esforços das forças de defesa kuwaitianas e seu apoio contínuo na operação. A causa exata do incidente está atualmente sob investigação para determinar os fatores que levaram ao erro.

    Este evento ocorre em um período de elevada tensão na região, com o presidente dos EUA, Donald Trump, tendo anunciado “grandes operações de combate” contra o Irã.

    Guerra no Oriente Médio: Irã ataca instalações de energia na Arábia Saudita e Catar

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    Em um cenário de crescente instabilidade no Oriente Médio, o Irã lançou uma série de ataques contra infraestruturas energéticas cruciais na Arábia Saudita e no Catar

    Em um cenário de crescente instabilidade no Oriente Médio, o Irã lançou uma série de ataques contra infraestruturas energéticas cruciais na Arábia Saudita e no Catar. As ações, que ocorreram nesta segunda-feira (02/03), são apresentadas por Teerã como uma retaliação direta a um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica no último sábado (28/02). Este novo capítulo na escalada de tensões regionais já provocou interrupções na produção de gás e um aumento significativo nos preços do combustível na Europa.

    No Catar, drones iranianos tiveram como alvo uma central elétrica e um complexo de tratamento de gás, resultando na suspensão imediata da produção de gás natural liquefeito (GNL) pela empresa estatal QatarEnergy. As instalações atingidas incluem Ras Laffan, um dos principais centros de produção de GNL do país, e uma usina elétrica em Mesaieed. A interrupção da produção catariana, um dos maiores exportadores de GNL do mundo, causou um salto de mais de 50% nos preços do gás europeu, que já vinham em alta.

    Simultaneamente, a Arábia Saudita também foi alvo. A refinaria de Ras Tanura, uma das maiores do mundo, registrou um “incêndio limitado” após os ataques, que foi rapidamente controlado. As autoridades sauditas condenaram veementemente os “ataques iranianos flagrantes e covardes”, reiterando a gravidade da situação. Felizmente, não houve registro de vítimas em nenhum dos incidentes.

    Os ataques iranianos são uma resposta à morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e de outros dirigentes, em um incidente anterior. Teerã tem mirado países do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas, ampliando o alcance geográfico do conflito. Relatos indicam que, além de Arábia Saudita e Catar, outros dez países na região foram direta ou indiretamente afetados pela recente onda de violência, incluindo Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Emirados Árabes Unidos, Líbano e Chipre. Em muitos desses locais, sistemas de defesa aérea interceptaram projéteis, mas ainda assim foram registrados mortos, feridos e danos a infraestruturas civis e militares.

    Guerra no Oriente Médio: Israel ataca o Líbano após ofensiva do Hezbollah

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    A tensão no Oriente Médio escalou significativamente nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, com caças israelenses realizando uma série de ataques aéreos contra o território libanês, incluindo alvos na capital, Beirute.

    A tensão no Oriente Médio escalou significativamente nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, com caças israelenses realizando uma série de ataques aéreos contra o território libanês, incluindo alvos na capital, Beirute. A ofensiva israelense, que atingiu principalmente subúrbios ao sul da cidade controlados pelo grupo extremista Hezbollah, resultou na morte de pelo menos 31 pessoas e deixou outras 149 feridas.

    A ação de Israel surge como resposta a um ataque anterior do Hezbollah, que lançou drones e foguetes contra o norte de Israel. O grupo xiita libanês, aliado do regime iraniano, justificou sua ofensiva como retaliação à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e também em resposta a bombardeios israelenses frequentes no sul do Líbano, mesmo após um cessar-fogo acordado.

    Tel Aviv, por sua vez, afirmou que sua ofensiva foi direcionada a instalações do Hezbollah e que os disparos do grupo libanês foram interceptados, atingindo regiões desabitadas. O Ministro da Justiça do Líbano ordenou a prisão dos responsáveis pelos lançamentos de foguetes contra Israel, conforme noticiado pela mídia local.

    O conflito, que se estende para além das fronteiras de Israel e Líbano, também registrou explosões em outras localidades do Golfo, como Doha (Catar), Dubai e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) e Kuwait. No Chipre, uma base militar do Reino Unido foi atingida por um drone, causando danos limitados e sem vítimas. A autoria deste último ataque ainda é desconhecida.

    O chefe do exército israelense indicou que os combates no Líbano podem se prolongar por dias, sinalizando uma escalada contínua na já volátil região do Oriente Médio. A situação permanece em desenvolvimento, com repercussões que se estendem por diversos países e atores envolvidos no complexo cenário geopolítico local.

    Exposição “Mulheres em Pauta” destaca protagonismo feminino em Maricá

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    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, realiza a exposição “Mulheres em Pauta”, na Casa de Cultura de Maricá, no Centro

    A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, realiza a exposição “Mulheres em Pauta”, na Casa de Cultura de Maricá, no Centro. Com o tema “Quem tem medo da potência feminina?”, a mostra reúne obras produzidas, em sua maioria, por artistas mulheres, propondo reflexões sobre questões sociais, identidade, resistência e potência feminina.

    A exposição é realizada em parceria com o coletivo Giro Cultural e segue até o dia 14 de março, com visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h. A classificação indicativa é de 16 anos.

    Ao todo, estão expostas mais de 40 obras, entre quadros, esculturas e instalações, produzidas por 21 artistas. Um dos espaços é dedicado a trabalhos com abordagem mais ousada. A programação de abertura contou com saraus, performances e outras apresentações culturais.

    No domingo, 8 de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher, a mostra também estará aberta ao público, das 9h às 13h. A exposição conta ainda com a participação de cinco artistas homens, ampliando o diálogo e promovendo a integração com diferentes perspectivas.

    A artista plástica Jack Nery destacou a importância da iniciativa, especialmente no mês dedicado às mulheres. “É importante trazer questões que muitas vezes não são faladas e acabam sendo silenciadas. Na minha obra, trabalho a ideia de que, mesmo diante da violência, como o feminicídio, a história dessas mulheres continua. É uma forma de chamar a atenção para situações que muitas vezes não são vistas”, afirmou.

    A artista visual Sandra Cassimiro também ressaltou o papel da arte como instrumento de denúncia e mobilização. “Eu trabalho com materiais descartáveis e represento a mulher sobrevivente de violência doméstica. Exponho sentimentos nas obras para dizer à sociedade que nós, mulheres, precisamos de mais proteção. Nosso movimento artístico é para dialogar sobre a violência e reforçar a importância da proteção da mulher. Precisamos nos unir para buscar melhorias”, finalizou.

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