26.2 C
Maricá
    sábado, novembro 29, 2025

    Niterói recebe pinguins vindos da Patagônia durante o inverno

    Data:

    Com 12 praias em sua orla, Niterói se torna, todos os anos, ponto de parada para visitantes que vêm de longe: os pinguins-de-magalhães. Vindos da Patagônia chilena e argentina, esses animais migram durante o inverno em busca de alimento e águas mais quentes. Eles são vistos com frequência por moradores, principalmente em praias da Região Oceânica. Para garantir que esses animais que despertam a atenção de todos fiquem protegidos, e para que a população também não corra riscos, a Prefeitura dá algumas dicas sobre o que fazer no caso de encontrar um pinguim na praia. Pegar no colo ou tirar da água está descartado.

    A bióloga Natália Almeida, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais e Sustentabilidade, explica que os pinguins-de-magalhães são os que mais costumam aparecer por aqui.

    “Eles nadam por muitos quilômetros e, quando estão cansados ou desnutridos, acabam encalhando em áreas costeiras como Niterói. É uma espécie acostumada com o frio extremo. Então, o calor daqui já é um desafio a mais. Eles entram nessa rota migratória em busca de alimentos e águas mais quentes, já que nesta época do ano a Patagonia é muito gelada”, explica a bióloga.

    Natália Almeida explica ainda que os animais percorrem grandes distâncias, pegam muito vento e passam por dificuldades durante a rota migratória como correntes muito frias e até ação de predadores. Alguns que se perdem do bando podem ficar mais desnutridos ou suscetíveis a doenças, o que requer uma atenção especial quando chegam numa praia.

    Segurança no resgate – Para garantir que os pinguins sejam socorridos da forma correta, a Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói reforça que algumas orientações importantes devem ser levadas em conta.

    Ao encontrar um pinguim, o ideal é isolar a área e manter distância. Não se deve tentar devolvê-lo ao mar, molhá-lo, colocá-lo no gelo ou alimentá-lo. Se ele saiu da água, é porque precisa descansar ou está debilitado. Muitas vezes ele pode estar com hipotermia. É importante isolar a área e chamar por socorro. A Guarda Municipal chegará para um atendimento adequado com pessoal treinado.

    A recomendação da Coordenadoria de Meio Ambiente é acionar a equipe do CISP (Centro Integrado de Segurança Pública) pelo telefone 153. Os agentes ambientais são capacitados para realizar o resgate em segurança. Depois disso, o animal é encaminhado ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, que cuida da reabilitação até que ele esteja pronto para retornar à natureza.

    COMPARTILHAR POSTAGEM:

    Alexandre R. Ducoff
    Alexandre R. Ducoffhttps://conexaodopovo.com/
    Jornalista, Fotógrafo, Cinegrafista, Editor, Ativista e Fundador do Conexão do Povo! Eu, Alexandre R. Ducoff, tenho como base a defesa do interesse da população, facilitando os seus pedidos ao poder executivo e legislativo. O diálogo é tudo!

    COMPARTILHAR POSTAGEM:

    Inscreva-se agora

    Publicidade

    spot_imgspot_img


    POPULARES

    Recomendadas

    Defesa Civil de Maricá emite alerta após presença de caravela-portuguesa na Praia de Cordeirinho

    Nesta sexta-feira, 28 de novembro, a Defesa Civil de...

    O mercado das cópias: quando a falta de autenticidade vira produto

    Existe um fenômeno silencioso acontecendo há anos no mercado...

    Natal Brasilidade de Maricá entra na segunda semana com agenda repleta de atrações musicais

    Promovido pela Prefeitura de Maricá, por meio da Maricá,...
    Traduzir »