A literatura e as conexões culturais entre países de língua portuguesa marcaram a programação desta quinta-feira (5/11) na 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM), na Orla do Parque Nanci. Realizada pela Prefeitura de Maricá, a festa recebeu encontros com escritores, debates sobre educação e atividades para crianças, jovens e idosos, com entrada gratuita.
No espaço Papo FLIM/Língua ao Mar, a mesa “A Novíssima África” reuniu Énia Lipanga, de Moçambique; Kalaf Epalanga, de Angola; e Vanessa Yetu, de Cabo Verde. Com mediação de Aza Njeri, o encontro aproximou o público da produção literária contemporânea desses países e das diferentes experiências que atravessam a escrita em língua portuguesa.
“É muito importante ter espaços como esse, que permitem apresentar ao público brasileiro a literatura produzida em diferentes países africanos. A língua portuguesa nos aproxima, mas cada país tem suas próprias histórias, referências e formas de expressão”, ressaltou o morador de Cordeirinho Gustavo Andrade.
Na sequência, Vera Duarte, de Cabo Verde, e Elisa Lucinda, do Brasil, participaram de “A Poesia Transatlântica”, com mediação de Ludmilla Lis. As duas mesas integraram o “Língua ao Mar — A arte que fala português”, promovido pela Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ).
“A poesia tem essa capacidade de atravessar fronteiras e aproximar pessoas, mesmo quando suas experiências são diferentes. Compartilhar esse espaço com outros escritores e com o público é uma oportunidade de mostrar como a língua portuguesa é diversa e carrega tantas histórias, memórias e identidades”, disse Elisa Lucinda.
Memória e produção cultural de Maricá
A programação também abriu espaço para a apresentação do Mapa Afetivo da Cultura de Maricá. O encontro teve a participação de Magnun Amado, presidente do Instituto Darcy Ribeiro; Antonio Grassi, presidente da MARÉ; e Sady Bianchin, secretário de Cultura e das Utopias.
“É muito importante que a FLIM seja também um espaço de encontro entre diferentes manifestações artísticas. A música tem essa capacidade de aproximar gerações, contar histórias e preservar a nossa memória cultural. Ter artistas como Gloria Groove, Dudu Nobre e Ademir Batera na programação mostra a diversidade da cultura brasileira e amplia as possibilidades de diálogo com o público”, afirmou o presidente da MARÉ, Antonio Grassi.
Educação e atividades para diferentes gerações
Na Arena do Estudante, a agenda começou com o Seminário do Plano Municipal de Educação. Ao longo do dia, o espaço recebeu a palestra “Sankofa: O story que sua avó não postou”, voltada ao Dia do Idoso/EJA; a certificação do curso de Carnaval — Sementes das Comunidades; e as rodas de conversa “Entre livros e salas de aula: o poder da literatura na educação” e “A dança como ferramenta de transformação social”.
A Mostra Pedagógica ocupou o Papo FLIM/Língua ao Mar, enquanto a programação para crianças e famílias contou com Brincantar, RUASIA e atividades da Cia Títeres da Magela, com Sérgio Biff. O Maricá Games ofereceu jogos livres e ativações de PC e Free Fire.
“Gostei de encontrar atividades tão diferentes no mesmo espaço. Tem literatura, música, conversas e atrações para as crianças. É um evento em que a família inteira consegue participar, aprender e aproveitar junto”, comentou Cintia Barcelos, que estava acompanhada da filha, Manuela.
A FLIM segue até 8 de novembro, com entrada gratuita, Feira do Livro, espaço para escritores locais e atividades na Orla do Parque Nanci. A realização é da Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação e da Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ).



