A Prefeitura de Niterói formalizou um pedido ao Governo do Estado do Rio de Janeiro para assumir a gestão do histórico Palácio Nilo Peçanha, mais conhecido como Palácio do Ingá. A iniciativa visa prevenir a deterioração do imóvel, que já foi sede do governo do antigo Estado do Rio de Janeiro e atualmente abriga o Museu de História e Arte do Rio.
O Palácio do Ingá, um marco arquitetônico e histórico da cidade, tem sua preservação como ponto central da preocupação municipal. A prefeitura de Niterói expressou em nota que a solicitação busca “evitar a deterioração do imóvel, como ocorreu com outros prédios históricos”. Esta preocupação é reforçada pela situação de outro patrimônio local, o Palacete da Praia Grande (Palácio São Domingos), que, apesar de tombado, encontra-se em estado de abandono e com acesso interditado, sob gestão estadual.
Construído no século XIX, o Palácio do Ingá foi adquirido pelo então governador Nilo Peçanha, tornando-se o centro administrativo do antigo estado. Sua função como sede governamental perdurou até a fusão do Estado do Rio com a Guanabara, na década de 1970. Desde 1977, o palácio abriga o Museu de História e Arte do Rio, coordenado pela Funarj.
Apesar de sua relevância histórica, a trajetória do Palácio do Ingá é, em parte, desconhecida pela população local. O professor Rui Aniceto ressalta a importância da conexão da comunidade com esses espaços para sua efetiva preservação. “Se eles não estão nesse ‘ethos’ comunitário, as pessoas não se mobilizam e aí as coisas podem entrar em ruínas”, afirmou Aniceto.
O Governo do Estado confirmou o recebimento do pedido de municipalização e informou que a solicitação está em análise. Em relação ao Palacete da Praia Grande, há um processo administrativo em andamento para levantar custos de restauração, com a aprovação de detalhes pelo Inepac para a contratação das obras e a participação da Emop nos trâmites. No entanto, o projeto final, a licitação e o uso futuro do imóvel ainda estão em estudo.
Para o Palácio do Ingá, nenhuma decisão foi tomada até o momento. Caso a municipalização seja aprovada, será necessário um alinhamento entre estado e município para definir como será a operação do museu que funciona no local. A medida proposta pela prefeitura de Niterói busca garantir a salvaguarda de um patrimônio que representa uma parte significativa da história fluminense, assegurando que as futuras gerações possam ter acesso e valorizar sua rica herança cultural.



