A embaixada dos Estados Unidos em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por dois drones na madrugada desta terça-feira (3 de março), resultando em um incêndio de pequenas proporções e danos materiais mínimos. O incidente, que não deixou feridos, ocorre em um cenário de crescente escalada militar no Oriente Médio, com os Estados Unidos e Israel em confronto direto com o Irã.
Fontes familiarizadas com o assunto, citadas pela CNN Brasil, indicam que os drones seriam de origem iraniana. O Ministério da Defesa saudita confirmou o ataque, mencionando um “incêndio limitado e pequenos danos materiais”. Testemunhas na zona diplomática de Riad relataram ter ouvido duas fortes explosões e visto uma nuvem de fumaça na região.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) teria afirmado, via Telegram, que a explosão na embaixada de Washington em Riad é um passo em direção à destruição de “centros políticos americanos” na região. Este ataque segue uma série de retaliações iranianas contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. A embaixada dos EUA no Kuwait também foi alvo de ataques nos dias anteriores.
Em resposta à intensificação dos conflitos, a Embaixada dos EUA na Arábia Saudita emitiu um alerta de segurança, recomendando que cidadãos americanos em Riad, Jidá e Dhahran busquem abrigo imediatamente e evitem a embaixada até novo aviso. O Departamento de Segurança dos Estados Unidos também aconselhou a saída de cidadãos norte-americanos de 14 países do Oriente Médio.
A escalada de violência na região teve início no sábado (28 de fevereiro), quando Estados Unidos e Israel lançaram o maior ataque já registrado contra o território iraniano, que resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Em retaliação, o Irã ameaçou uma “ofensiva mais pesada” e disparou mísseis e drones contra o território israelense. O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que os ataques contra o Irã continuarão e prometeu uma resposta “com uma força nunca antes vista” caso as agressões iranianas persistam.
O conflito se aprofundou com ataques mútuos entre o Hezbollah, grupo extremista libanês, e Israel, com o Hezbollah reivindicando um ataque a uma base militar em Haifa em apoio ao Irã. As baixas já incluem nove mortos e cerca de 20 feridos em Israel, além de seis soldados americanos mortos em um ataque a um porta-aviões no Golfo Pérsico. O Irã, por sua vez, reportou 555 mortos em decorrência dos ataques de EUA e Israel.



