Uma onda de incerteza paira sobre o Irã e o cenário geopolítico global após relatos conflitantes sobre a morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, em um ataque aéreo atribuído a Israel e aos Estados Unidos.
Fontes israelenses, citadas por agências de notícias internacionais como a Reuters e o site Axios, afirmaram que Khamenei, de 86 anos e há 35 no poder, teria sido morto durante uma operação militar conjunta. Um alto funcionário de Israel chegou a declarar à Reuters que o corpo do líder iraniano havia sido encontrado, enquanto outra fonte, ouvida pelo Axios, disse que a morte foi confirmada pelos serviços de inteligência israelenses.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em pronunciamento, adicionou mais combustível às especulações ao afirmar que existiam “sinais crescentes” de que o líder supremo do Irã “se foi”, após um ataque a um complexo em Teerã associado a ele. Autoridades israelenses também mencionaram a possível morte do ministro da Defesa do Irã e do comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na mesma ofensiva.
Em contrapartida, o governo iraniano nega veementemente as informações. O chefe de relações públicas do gabinete do líder supremo classificou os rumores como “guerra psicológica” movida pelos “inimigos do país”. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o porta-voz do ministério, Esmail Baghaei, também vieram a público para assegurar que tanto Khamenei quanto o presidente do país estavam “sãos e salvos”.
A possível morte de Khamenei, uma das figuras mais longevas no poder no cenário mundial, abre uma crise de sucessão em Teerã. A Constituição iraniana prevê que um conselho de clérigos escolha o novo líder supremo, mas os ataques teriam visado também outras altas patentes do regime, o que poderia desorganizar a cadeia de comando. Um dos filhos de Khamenei, Mojtaba, era apontado como um possível sucessor.
O cenário de instabilidade foi intensificado por declarações de líderes internacionais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que os iranianos se levantassem para “assumir o governo” após o fim da operação militar. Do exílio, o príncipe Reza Pahlavi, herdeiro da antiga monarquia, conclamou a população a ir às ruas e as forças de segurança a apoiarem uma transição de poder.
Até o momento, não há uma confirmação independente sobre a morte de Ali Khamenei, e o mundo acompanha com apreensão os desdobramentos da situação no Irã, que podem ter profundas implicações para a estabilidade do Oriente Médio e para as relações internacionais.



