Nove pessoas foram presas nesta quarta-feira (12) durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo suspeito de praticar fraudes bancárias e ocultar os valores obtidos com os crimes. A Operação Mão Fantasma foi deflagrada em endereços de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
As investigações começaram depois que uma mulher de 68 anos, residente em Goiânia, foi vítima de um golpe e teve cerca de R$ 32 mil retirados de sua conta. A partir da ocorrência, os policiais conseguiram identificar uma estrutura criminosa que atuava também no território fluminense.
Segundo a polícia, os integrantes do grupo recorriam a mensagens falsas para se passar por instituições financeiras. Os criminosos utilizavam a técnica conhecida como spoofing, que permite alterar a identificação do remetente e fazer com que o conteúdo apareça no celular da vítima como uma comunicação legítima do banco.
A estratégia era usada para induzir os clientes a fornecer informações que permitissem o acesso às contas. Por meio de links encaminhados nas mensagens, as vítimas eram levadas a entregar dados pessoais e códigos de segurança. Com essas credenciais, os suspeitos realizavam operações bancárias sem autorização.
A investigação aponta ainda que o grupo adotava medidas para dificultar a identificação da origem do dinheiro. Depois das transferências, os valores eram distribuídos rapidamente entre diversas contas e, em alguns casos, novamente fracionados e enviados a outros destinatários.
Um dos investigados chamou a atenção dos policiais pela movimentação financeira. Conforme o levantamento realizado durante a apuração, ele teria movimentado aproximadamente R$ 100 mil em poucos dias.
Ao todo, seis mulheres e três homens foram detidos. A ação foi coordenada pela 71ª DP (Itaboraí), com participação da Polícia Civil de Goiás e apoio do 4º Departamento de Polícia de Área, do Departamento-Geral de Polícia do Interior, do Laboratório de Operações Cibernéticas e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Os investigados deverão responder por furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de capitais. As apurações continuam para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação de cada integrante no esquema.



