Em uma demonstração de força sem precedentes nos últimos meses, os Estados Unidos, em coordenação com forças aliadas, lançaram neste sábado (10) uma ofensiva aérea de larga escala contra posições do Estado Islâmico (EI) em território sírio. A ação, batizada de Operação Hawkeye Strike, marca uma escalada significativa na luta contra o terrorismo e serve como uma resposta direta ao ataque que vitimou três americanos em dezembro passado.
A ofensiva atingiu múltiplos alvos estratégicos em toda a Síria, visando desmantelar a infraestrutura logística e operacional do grupo jihadista. Embora o Comando Central dos EUA (CENTCOM) não tenha divulgado um balanço oficial de baixas, fontes militares indicam que mais de 70 alvos foram atingidos, principalmente na região central do país.
O Estopim da Ofensiva
O gatilho para esta nova fase de hostilidades foi o trágico evento de 13 de dezembro de 2025, em Palmira. Na ocasião, um comboio militar foi alvo de um ataque que resultou na morte de dois soldados norte-americanos e um intérprete civil. O autor do atentado, um integrante das forças de segurança sírias suspeito de ser um “lobo solitário” simpatizante do EI, foi morto no local.
“Estes ataques são uma resposta direta ao ataque mortal do Estado Islâmico contra forças dos Estados Unidos e da Síria. Não permitiremos que santuários terroristas ameacem a estabilidade regional”, declarou o comando militar americano em nota oficial.
Uma Nova Geopolítica na Síria
O cenário atual da Síria é drasticamente diferente do que se viu na última década. Após a queda de Bashar al-Assad no ano passado, o país é governado por uma coalizão liderada por Ahmed al-Sharaa. Surpreendentemente, o novo governo sírio — composto em parte por ex-rebeldes que outrora combateram o regime de Assad — firmou uma parceria estratégica com Washington para erradicar o que resta do Estado Islâmico.
Perspectivas e Riscos
Apesar do sucesso tático anunciado, a presença de cerca de 1.000 militares americanos na Síria continua sendo um ponto de tensão e debate. A participação da Jordânia na ofensiva reforça a percepção de que a ameaça do EI ainda é vista como um perigo transnacional que exige uma resposta coletiva.
O Pentágono e o Departamento de Estado mantêm cautela sobre os próximos passos, mas a mensagem enviada neste fim de semana é clara: a administração Trump (que assumiu o comando das operações sob a diretriz da Operação Hawkeye) está disposta a utilizar o poderio bélico total para retaliar qualquer agressão contra cidadãos americanos, consolidando uma política de “tolerância zero” contra o ressurgimento do califado.
Fontes consultadas: G1, BBC News, Euronews, Deutsche Welle (DW) e comunicados oficiais do CENTCOM.



